FAESP apresenta estudo ao vice-presidente Geraldo Alckmin em busca de apoio para fortalecer a Heveicultura Brasileira
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) deu um passo adicional e decisivo para fortalecer a Heveicultura Brasileira, ao apresentar um estudo detalhado ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. O documento encaminhado no último dia 04, visa fornecer embasamento técnico para garantir apoio político à elevação da Tarifa de Importação da Borracha, com o objetivo de enfrentar os desafios de comercialização, diminuir o impacto da concorrência internacional predatória e restaurar o equilíbrio no mercado doméstico de borracha.
A FAESP conduziu uma análise técnica rigorosa, com base em modelo de séries temporais, a fim de embasar o pedido de aumento da Tarifa Externa Comum (TEC) de 3,2% para 22,0%. A proposta já está em análise no Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (GECEX/CAMEX) para avaliação.
“A heveicultura brasileira enfrenta uma das maiores crises de sua história, com preços de comercialização que tornam inviável a sangria e a manutenção da produção. O coágulo é vendido a valores entre R$ 2,10 e R$ 2,20 no mercado, enquanto o preço mínimo fixado pela CONAB é de R$ 4,30/Kg. Essa é uma situação que leva à saída de produtores da atividade e à erradicação de áreas de produção, resultando na diminuição da produção nacional e perda de milhares de postos de trabalho, especialmente entre os sangradores”, destaca Tirso Meirelles, vice-presidente da FAESP.
A elevação da Tarifa de Importação da Borracha é vista como uma medida crucial para valorizar a matéria-prima nacional e elevar os preços pagos aos heveicultores.
Para reforçar ainda mais a proposta, a FAESP encaminhou ao vice-presidente Alckmin um estudo econométrico adicional, concluído recentemente, que sugere a adoção de uma alíquota ainda maior, de 29%. Esse método científico mais robusto corrobora a necessidade de aumentar a Tarifa de Importação da Borracha, buscando restabelecer o equilíbrio de mercado e a participação histórica do preço do coágulo pago aos produtores em relação ao preço da borracha na Ásia.
A expectativa é que o pleito seja reavaliado nesta semana e que o apoio político do vice-presidente Alckmin e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) seja crucial para o avanço dessa importante medida em prol da Heveicultura brasileira. “A valorização da matéria-prima nacional e a sustentabilidade do setor produtivo estão em jogo, e a FAESP reitera seu compromisso em impulsionar o futuro da Heveicultura no país”, reforça Meirelles.
O estudo completo enviado pela FAESP ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, se encontra na íntegra no site da FAESP (Link).
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