Biden deve alertar em discurso que Trump e seu movimento ameaçam democracia dos EUA
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Por Jeff Mason
PHOENIX (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, fará um discurso nesta quinta-feira alertando que o país enfrenta uma ameaça à sua democracia, em um ataque ao republicano Donald Trump e seus aliados antes de eleição de 2024, que provavelmente será uma revanche entre os dois.
Os comentários de Biden em Phoenix, no Estado do Arizona, também honrarão o legado do falecido senador John McCain, o candidato presidencial republicano em 2008, que morreu em 2018. Biden e McCain permaneceram amigos apesar das profundas divergências políticas.
Biden advertirá que "há algo perigoso acontecendo na América", de acordo com as falas preparadas de seu discurso. "Há um movimento extremista que não compartilha as crenças básicas de nossa democracia. O movimento Maga".
Biden dirá que não acha que todos os republicanos aderem à agenda "Maga", uma referência ao slogan Make America Great Again ("Fazer a América Grande Novamente"), de Trump. Mas ele dirá que "não há dúvida de que o Partido Republicano de hoje é dirigido e intimidado por extremistas Maga".
O discurso de Biden acontece dias antes de uma provável paralisação do governo, uma situação provocada por republicanos leais a Donald Trump na Câmara dos Deputados.
A busca de Biden por um segundo mandato ocorre em meio a preocupações com sua idade avançada -- ele completará 81 anos em novembro -- e insatisfação econômica. Ele tem intensificado seus alertas sobre a ameaça potencial à democracia representada por Trump, como exemplificado pelo ataque de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio.
Em um evento de arrecadação de fundos para a campanha em San Francisco na noite de quarta-feira, Biden disse que estava concorrendo em parte porque "a violência política na América nunca, nunca, nunca, nunca é aceitável".
Trump enfrenta vários indiciamentos, inclusive por seu papel na invasão de 6 de janeiro que deixou mortos e mais de 100 policiais feridos. Nas últimas semanas, ele sugeriu que o ex-chefe do Estado-Maior Conjunto merecia ser morto e que o Departamento de Justiça deve ser destituído de fundos.
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