Ibovespa reduz fôlego com piora em Nova York; Vale sustenta sinal positivo
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SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa desacelerava a alta nesta sexta-feira, pressionado pela queda de ações de bancos e enfraquecimento das bolsas nos Estados Unidos, enquanto a alta dos papéis da Vale ainda oferecia um suporte relevante.
Às 15:24, o Ibovespa subia 0,3%, a 116.072,51 pontos e caminhava para terminar a semana e o mês quase no zero a zero. O volume financeiro somava 12,78 bilhões de reais.
Na máxima do pregão mais cedo, chegou a 116.899,02 pontos, reagindo a dados de inflação norte-americana que mostraram arrefecimento de uma das medidas, o que trouxe conforto em meio a receios com a chance de os juros ficarem mais altos por mais tempo nos EUA.
O índice PCE subiu 0,4% em agosto, após alta de 0,2% em julho, mas o núcleo aumentou 0,1%, com desaceleração frente ao 0,2% registrado no mês anterior. Nos 12 meses, a alta no índice cheio passou de 3,4% para 3,5%, mas o aumento no núcleo passou de 4,3% para 3,9%.
De acordo com o economista-chefe da Nomad, Danilo Igliori, a leitura do índice excluindo energia e alimentos, que desacelerou, deve ser interpretada como uma pressão menor para o Federal Reserve continuar a subir os juros.
Ele ponderou, contudo, que a números que acompanharam a divulgação do PCE reforçam a percepção de que a atividade permanece resistente nos EUA.
"A vida continua difícil para as autoridades monetárias e os dados de agosto serão fundamentais para definir os próximos passos do ciclo de juros e em particular para a decisão do encontro do Fomc em setembro", afirmou.
Em Nova York, após avançar na primeira etapa do dia, o S&P 500 recuava 0,39%. No mercado de dívida, contudo, os rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano persistiam com sinal negativo.
O movimento dos Treasuries endossava o alívio das taxas dos DIs, o que beneficiava ações de empresas sensíveis a juros, com o índice do setor de consumo subindo 1,09% e o do imobiliário em alta de 1,19%.
Vale, que detém o maior peso no Ibovespa, era um relevante suporte, com elevação de 0,91%, assim como ajudavam as altas de Localiza e Eletrobras.
Entre as maiores pressões negativas, contudo, estavam Itaú Unibanco e Banco do Brasil, que recuavam 0,66% e 0,86%, respectivamente, após forte valorização na véspera.
Petrobras tampouco ajudava, com queda de 0,23% em meio à fraqueza dos preços do petróleo no exterior, assim como Prio, com declínio de 1,61%.
Na mínima até o momento, o Ibovespa chegou a 115.742,27 pontos.
(Por Paula Arend Laier)
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