Soja volta a recuar em Chicago nesta 3ª feira e mantém foco dividido entre colheita nos EUA e plantio no BR
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O mercado da soja volta a cair na manhã desta terça-feira (3) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta de 6h55 (horário de Brasília), perdiam de 6,50 a 7 pontos nos principais vencimentos, com o novembro sendo cotado a US$ 12,70 e o maio a US$ 13,20 por bushel.
As commodities hoje caem de forma generalizada, em um dia de um pouco mais de aversão ao risco, com perdas sendo observadas ainda no milho e no trigo - os quais ontem subiram forte - além do farelo, que cede mais de 1% na manhã de hoje. Na contramão, os futuros do óleo de soja operavam do lado positivo da tabela, com 0,6% de ganho no contrato mais negociado.
Os traders permanecem focados na conclusão da safra americana e digerem o índice de 23% de área de soja colhida nos EUA trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem, ao passo em que, mesmo aos poucos, voltam suas atenções para o avanço do plantio no Brasil.
Em Mato Grosso, maior estado produtor de soja do Brasil, a semeadura 2023/24 alcançou 4,19% da área prevista, tendo um avanço de 2,37 pontos percentuais na semana, de acordo com os últimos números do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).
"Apesar da evolução, é importante ressaltar que foram observados menores volumes de chuvas em relação ao ano passado em vários municípios do estado que, somados às altas temperaturas vistas na última semana, fizeram com que o ritmo da semeadura em Mato Grosso fosse limitado. Desse modo, os trabalhos a campo estão 2,10 p.p. atrás no comparativo com o mesmo período do ano passado", informa o reporte do instituto trazido nesta segunda (2).
E as previsões climáticas apontam para chuvas ainda limitadas nos próximos 10 dias no Centro-Norte do Brasil, o que pode continuar promovendo atrasos no plantio.
Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:
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