Safras: Vendedores recuam e cotações do arroz aproximam-se do recorde histórico
O mercado brasileiro de arroz apresentou um cenário de firmeza nas cotações. De acordo com o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Evandro Oliveira, a oferta limitada do cereal, combinada com preocupações acerca do ritmo de cultivo da próxima safra, têm sido determinantes para manter os preços em alta. “Com vendedores retraídos, as cotações aproximam-se do recorde histórico”, adverte.
A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista), principal referencial nacional, encerrou cotada a R$ 104,09 na quarta-feira (11), apresentando um avanço de 1,23% em relação à semana anterior. Em comparação ao mesmo período do mês passado, havia uma alta de 3,91%. E um aumento de 34,08% quando comparado ao mesmo período de 2022.
“Contudo, observa-se um ritmo lento de transações, tendência que se acentua pelo fato dos agentes mostrarem inclinação para negociar o arroz já disponível nas unidades industriais, ao invés de enfrentar os entraves logísticos gerados pelas adversidades climáticas recentes”, explica o analista.
Por outro lado, o panorama de custos merece destaque. Conforme indicado pelo Cepea, o diesel, elemento crucial para as operações agrícolas e de transporte, experimentou uma alta considerável de 12,2% em setembro deste ano, em relação ao mês anterior. No entanto, em uma análise anual, verifica-se uma redução de 9,2% nos preços quando comparado ao mesmo período de 2022.
Adicionalmente, cabe ressaltar o agendamento de uma caga de importação por meio do Porto São Luís, no estado do Maranhão, envolvendo aproximadamente 14,5 mil toneladas do cereal oriundo do Uruguai.
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