Petroleiros rejeitam proposta da Petrobras para acordo coletivo e marcam paralisações
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Petroleiros iniciarão na sexta-feira paralisações de cerca de duas a três horas em diversas unidades da Petrobras, em protesto contra uma segunda contraproposta da estatal, já rejeitada, para o Acordo Coletivo de Trabalho, informou a entidade que representa os trabalhadores, nesta quinta-feira.
As paralisações ocorrerão nas refinarias e usinas termelétricas na sexta-feira, e prosseguirão na semana seguinte, com paradas nas subsidiárias na segunda-feira, nas unidades administrativas na terça-feira, e nas bases de exploração e produção na quarta-feira, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP).
Procurada, a Petrobras não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.
A Petrobras e suas subsidiárias propuseram 1% de ganho real, além da reposição da inflação, que já foi antecipada, totalizando 5,66% de reajuste, de acordo com a FUP.
Os trabalhadores, por sua vez, pedem ganho real de 3%, além de 3,8% de reposição de perdas passadas e equiparação entre as tabelas salariais da Petrobras e das subsidiárias, dentre outras reivindicações.
"Não dá para aceitar que uma empresa desse porte, com resultados extraordinários, continue sacrificando os trabalhadores para enriquecer acionistas", disse o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em comunicado.
(Por Marta Nogueira)
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