Balanço do BCE deve ser reduzido, mas não muito, diz Lane
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FRANKFURT (Reuters) - O balanço patrimonial do Banco Central Europeu precisa ser muito menor, mas não pode voltar aos níveis observados em seus primeiros anos, disse o economista-chefe do BCE, Philip Lane, nesta quinta-feira.
O BCE prometeu elaborar, até a primavera (no Hemisfério Norte) de 2024, uma nova estrutura para controlar os juros de curto prazo depois de uma década de forte impressão de dinheiro, que inundou o sistema bancário com cerca de 3,6 trilhões de euros através de compras de títulos e empréstimos.
A principal questão agora é saber qual deve ser o tamanho de seu balanço patrimonial de acordo com a nova estrutura e que tipo de ativos devem estar nele.
"Pode-se esperar que o nível adequado de reservas do banco central permaneça muito mais alto e seja mais volátil nesse novo estado constante em comparação com os níveis relativamente baixos que prevaleciam antes da crise financeira global", disse Lane em uma conferência.
"Mesmo que seja muito mais baixo do que o nível atual, o nível adequado de reservas do banco central no estado constante do 'novo normal' deve evitar os riscos associados a reservas excessivamente escassas ou excessivamente abundantes", acrescentou.
O total de ativos de propriedade do BCE já diminuiu em quase dois trilhões de euros desde seu pico, mas, com sete trilhões de euros, ainda está bem acima da faixa de um a dois trilhões observada nos primeiros anos do banco central.
Esse "caminho do meio" é necessário para sustentar a disposição dos bancos comerciais de conceder crédito, apesar dos riscos associados a ativos ilíquidos em um mundo muito mais propenso a choques macrofinanceiros, argumentou Lane.
Essas reservas devem ser fornecidas por meio de compras "estruturais" de títulos e empréstimos de prazo mais longo a bancos, além das operações padrão de refinanciamento de curto prazo, disse Lane.
Esses instrumentos forneceriam liquidez de longo prazo ao sistema bancário e a oferta deve ser elástica para reduzir a necessidade de os bancos criarem reservas de precaução.
Lane também argumentou que o BCE deve permanecer aberto a aumentos sustentados em seu balanço patrimonial, caso os juros voltem ao seu nível mais baixo efetivo, um problema que dominou a década anterior à pandemia.
(Por Balazs Koranyi)
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