Rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos é tema de reunião da CNA
A Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da CNA discutiu, na segunda (18), o andamento da proposta de criação de um sistema voluntário de rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no Brasil.
Em junho deste ano, a CNA entregou o documento, elaborado em conjunto com o setor produtivo, ao Ministério da Agricultura. “Nós estamos aguardando a análise do Mapa e a criação do grupo de governança que irá tratar do processo de transição da rastreabilidade”, afirmou o presidente da Comissão, Francisco Olavo de Castro.
A proposta da Confederação contempla, entre outros, três pontos fundamentais: a adesão dos produtores deve ser voluntária; os pecuaristas devem ter um prazo mínimo de oito anos para se adaptar; e a gestão e o controle da distribuição da numeração oficial e o banco de dados ficarão a cargo da CNA.
“Nós somos a favor da rastreabilidade e entendemos a agilidade do Mapa em implantar o sistema. Mas precisamos definir como tudo vai acontecer, porque isso exigirá amadurecimento da cadeia produtiva e adaptação dos produtores, principalmente dos pequenos”, explicou Castro.
Segundo ele, a CNA segue articulando e cobrando uma posição do governo. “A rastreabilidade da cadeia não vai excluir ninguém, então a nossa preocupação é com o pequeno produtor e como ele vai se adaptar. O foco principal é na origem da produção, conseguindo desatar esse nó, a gente dá sequência ao processo”.
A Comissão também debateu as demandas para o plano de ação de 2024, como a reabertura da discussão de tipificação de carcaças bovinas, a preocupação com o banco de antígenos e vacinas para a febre de aftosa, o Fundo Nacional de Saúde Animal e o acompanhamento do processo de compra de frigoríficos no país.
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