Soja sobe em Chicago nesta 6ª feira, se ajustando antes do USDA e após semana volátil
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O dia do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) finalmente chegou e, à sua espera, os futuros da soja operam do lado positivo da tabela. Perto de 6h50 (horário de Brasília) desta sexta-feira (12), as cotações subiam entre 6 e 6,25 pontos, com o março valendo US$ 12,42 e o maio, US$ 12,54 por bushel.
O mercado já recebeu os novos números da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que cortou a safra para 155,3 milhões de toneladas, e agora vê a média das expectativas para o dado do departamento norte-americano em pouco mais de 156 milhões de toneladas. O relatório será reportado às 14h (horário de Brasília).
EXPECTATIVAS PARA O USDA
AMÉRICA DO SUL
As expectativas do mercado para a safra de soja do Brasil variam de 151 a 161 milhões de toneladas, com média de 156,26 milhões. A média, confirmada, seria maior do que o último número da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) de 155,3 milhões. Em dezembro, o USDA estimou 161 milhões. Para a Argentina, o intervalo esperado pelo mercado é de 48 a 51 milhões de toneladas, com média de 48,87 milhões, ligeiramente maior do que o estimado no mês passado, de 48 milhões. Na safra anterior, a colheita argentina foi de apenas 25 milhões de toneladas.
Na tarde de ontem, mais uma revisão entre as consultorias privadas. A Pátria Agronegócios trouxe sua projeção de 150,7 para 143,2 milhões de toneladas. Os números vão chegando e o mercado, aos poucos, vai absorvendo a nova realidade de produção do Brasil, bem como de toda a América do Sul. Para a Argentina, afinal, as perspectivas são de uma safra cheia.
Os traders também não desviam suas atenções do clima para a conclusão da safra em ambos os países, com alguns sinais de alerta ligados, em especial para o Sul do Brasil que vem exibindo perda de potencial produtivo em função das adversidades.
Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:
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