Chuvas na Argentina devem favorecer lavouras de soja e milho, diz bolsa
![]()
BUENOS AIRES (Reuters) - As chuvas previstas para os próximos dias na região dos Pampas, na Argentina, provavelmente impulsionarão as safras de soja e milho de 2023/24, embora a precipitação caia em grande parte no norte das principais terras agrícolas do país, de acordo com um relatório na quarta-feira.
O relatório climático da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BdeC) apontou para chuvas "moderadas a abundantes" de cerca de 25 a 100 milímetros esperadas na região norte dos Pampas, bem como em partes do norte da região argentina conhecida como Mesopotâmia, em torno das províncias de Misiones e Corrientes.
Ao longo das áreas do sul das terras agrícolas mais produtivas do país, a previsão é de chuvas moderadas a escassas, segundo o relatório do BdeC, mas é improvável que excedam 25 milímetros.
A Argentina, potência agrícola, é um dos maiores exportadores mundiais de soja, bem como um importante fornecedor de milho e trigo. A precipitação durante o verão do hemisfério sul é fundamental para o desenvolvimento das culturas.
As fortes chuvas do início de fevereiro foram responsáveis por estancar os danos às atuais safras de soja e milho, depois que um período de clima seco e quente em janeiro ameaçou as esperadas safras abundantes de ambos os grãos.
O ciclo 2023/24 deverá resultar em 52,5 milhões de toneladas métricas de soja e 56,5 milhões de toneladas de milho, de acordo com as estimativas do BdeC, com a colheita prevista para começar em abril.
(Reportagem de Maximilian Heath)
0 comentário
Feijão/Cepea: Após valorizações intensas em fevereiro, mercado inicia março em ritmo lento
Federarroz, Farsul e COOPACC solicitam medidas urgentes para o setor arrozeiro
Conflitos no Oriente Médio deixam setor de arroz no BR em alerta sobre custos de produção maiores, logística mais cara e escoamento global
Arroz/Cepea: Fevereiro fecha com alta nos preços, mas negociações seguem lentas no RS
StoneX corta previsão de safra de soja do Brasil e eleva a de milho
Limitada agora, exportação de sorgo do Brasil deve avançar no 2º semestre, diz chinesa Hang Tung