Após semana de lateralização, soja volta a subir em Chicago nesta 6ª com julho testando os US$ 12
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As altas de mais de 1% nos futuros do óleo de soja negociados na Bolsa de Chicago estimulam ganhos no grãos e os preços voltam a subir no início da tarde desta sexta-feira (5). Os ganhos variavam de 6,50 a 10 pontos nos principais vencimentos, com o maio valendo US$ 11,90 e o agosto, US$ 11,98 por bushel. O julho recuperava os US$ 12,00.
Além do óleo - que tem estado em um momento forte e importante, não só para o óleo de soja, mas para óleos vegetais de uma forma geral, em especial de palma - os ganhos fortes do trigo - que chegaram a passar de 3% ajudam a puxar a oleaginosa.
"A soja é sustentada pela valorização do óleo, puxada pelo petróleo e outros óleos vegetais, como o óleo de palma. As tensões do Oriente Médio ficaram mais intensas essa semana, repercutindo em uma valorizaão semanal de mais de 4% para o petróleo, que voltou a operar nas máximas de cinco meses", explica o time da Agrinvest.
Tanto no brent, quanto no WTI, na tarde desta sexta, boas altas são observadas de, respectivamente, 1,1% e 0,9%, para US$ 91,66 e US$ 87,36 por barril. Tensões geopolíticas, dados mais positivos da economia norte-americana e decisão da Opep de manter corte voluntário na produção do óleo bruto são, como explica o analista da Agrinvest, Thiago Davino, algumas das principais notícias que alimentam os ganhos da commodity, ajudando a puxar uma série outras, entre elas a soja.
A semana tem sido de bastante volatilidade, porém, o mercado vinha caminhando com estabilidade e de lado até esta sexta, quando os traders ajustam suas posições antes do final de semana.
Além disso, o mercado segue dividido entre a conclusão da safra sul-americana e início da nova temporada dos Estados Unidos, de olho, neste momento, principalmente no clima no Meio-Oeste norte-americano. A transição para do El Niño para o La Niña foi iniciada com um esfriamento das águas do pacífico em algumas áreas e o fator também está no radar dos traders.
Ao mesmo tempo, monitoramento constante sobre o comportamentos dos mercados de derivados, com o óleo voltando a subir e o farelo a cair nesta sexta-feira, bem como ao comportamento da demanda.
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