Refletindo queda em Nova York, cotações internas do algodão apresentaram baixa
A semana foi de comercialização moderada no mercado brasileiro de algodão. No disponível, apareceu mais oferta. Porém, a indústria trabalhou com interesse pontual, com alguma coisa para entrega de 15 a 30 dias. As cotações internas ficaram mais baixas, refletindo a desvalorização da pluma na Bolsa de Nova York, informou a Safras Consultoria.
O preço pago pelo algodão posto na indústria de São Paulo na quinta-feira (18) teve ideia na faixa de R$ 3,95/libra-peso sem ICMS. Na comparação com a última quinta (11), houve 1% de queda, quando o algodão era negociado a R$ 3,99/libra-peso.
Para o algodão colocado no porto FOB de Santos, as cotações tiveram um recuo de 3,82%, cotado a 73,02 centavos de dólar ante 75,92 centavos de dólar de uma semana atrás. O prêmio pago pela pluma de algodão na Bolsa de Nova York contra o contrato Julho/24 segue mais apertado, tirando um pouco da competitividade do produto brasileiro lá fora. Porém, ainda segue negativo, indicado a -7,59 centavos/libra-peso. Há uma semana era -9,33 centavos/libra-peso e há um mês a indicação era de -12,01 centavos/libra-peso contra ICE US.
Exportações brasileiras
As exportações brasileiras de algodão somaram 122,347 mil toneladas em abril (10 dias úteis), com média diária de 12.234 toneladas. A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 237,181 milhões, com média de US$ 23,718 milhões. As informações são do Ministério da Economia.
Em relação à igual período do ano anterior, houve avanço de 261,2% no volume diário exportado (3,387 mil toneladas diárias em abril de 2023). Já a receita diária teve acréscimo de 275,6% (US$ 6,314 milhões diários em abril de 2023).
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