Com maior parte da safrinha de milho em enchimento de grãos, Conab destaca bom cenário no MT e alerta problemas no PR e MS
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu acompanhamento semanal das lavouras brasileiras e atualizou o estágio de desenvolvimento das lavouras de milho da safra de verão 2023/24 e da segunda safra de 2024 no Brasil.
A segunda safra de milho segue com as lavouras em desenvolvimento, se dividindo entre 4,7% ainda em desenvolvimento vegetativo, 22,4% em floração, 58,9% em enchimento de grãos e 14,1% já em maturação.
Detalhando o desenvolvimento em cada estado, os técnicos da Conab apontam que no Mato Grosso, a maioria das áreas está na fase reprodutiva e apresenta bom desenvolvimento.
Já no Paraná, a predominância do tempo seco e quente continua a prejudicar as lavouras do Sudoeste e Sul, mas favoreceu o manejo de pragas e doenças, que tiveram um aumento da incidência nesta safra.
No Mato Grosso do Sul, o cenário também é de falta de chuvas afetando o desenvolvimento e provocando a antecipação do ciclo e a redução de peso de grãos em grande parte das lavouras.
Enquanto isso, a colheita da primeira safra 23/24 segue avançando no Brasil, saindo dos 63,1% da semana passada e indo para 68,1% do total previsto, percentual menor do que os 72,4% do mesmo período da safra passada.
Os estados mais avançados na colheita são São Paulo (100%), Paraná (99%), Santa Catarina (98%), Rio Grande do Sul (86%), Minas Gerais (78%), Bahia (52,7%), Goiás (22%), Maranhão e Piauí (14%).
As lavouras de milho primeira safra se dividem em 0,3% ainda em floração, 5,3% em enchimento de grãos, 26,3% em maturação e as 68,1% já colhidas.
Os técnicos da Conab destacam que, em Minas Gerais, o tempo seco colaborada para o avanço da colheita, assim como em Goiás.
Enquanto isso Piauí e Maranhão deram início aos trabalhos com bons rendimentos.
Já no Rio Grande do Sul, “parte das lavouras apresentou perda total devido às enchentes. Nas demais regiões, em menor intensidade, observa-se a germinação de grãos nas espigas devido ao excesso e persistências das precipitações. A colheita evolui de forma lenta”.
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