Minério de ferro amplia queda em Dalian apesar de mais estímulos imobiliários na China
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PEQUIM (Reuters) - Os preços futuros do minério de ferro na bolsa de Dalian ampliaram a queda para a terceira sessão consecutiva nesta quarta-feira, já que o enfraquecimento dos fundamentos de mercado do principal ingrediente da fabricação de aço superou o aumento dos estímulos imobiliários na China, principal consumidor do minério.
O contrato de setembro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com queda de 1,11%, a 891 iuanes a tonelada, depois de cair mais de 2% na terça-feira.
O minério de ferro de referência para junho na Bolsa de Cingapura, no entanto, subia 0,81%, a 118,85 dólares a tonelada.
"Não estou muito otimista em relação ao minério de ferro, já que a produção de metais quentes está próxima do teto, enquanto a oferta tem se mantido em um nível relativamente alto", disse Chu Xinli, analista da China Futures, com sede em Xangai, acrescentando que o aumento persistente dos estoques portuários está pesando ainda mais sobre os preços.
A queda persistente dos preços ocorreu mesmo quando a cidade chinesa de Shenzhen, um importante centro de tecnologia e manufatura, reduziu a taxa mínima de entrada exigida dos compradores de imóveis pela primeira vez para 20%, enquanto a cidade de Guangzhou, no sul do país, reduziu a taxa para 15%, informou a mídia local na terça-feira.
O centro comercial de Xangai anunciou na segunda-feira a redução da taxa para compra da primeira casa própria para 20%, e redução da taxa para compra da segunda casa própria para 30% nas áreas suburbanas e para 35% no restante da cidade.
Outros ingredientes para a fabricação de aço na bolsa de Dalian apresentaram comportamentos mistos, com o carvão metalúrgico caindo 1,06% e o coque subindo 0,38%.
"Os fundamentos do aço ficaram mais fracos, com a demanda por vergalhões caindo em um ritmo mais rápido do que o esperado, enquanto a desestocagem de produtos de aço diminuiu", disseram analistas da Yongan Futures em uma nota.
(Reportagem de Amy Lv e Emily Chow)
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