Discurso contra defensivos químicos é usado apenas por uma elite econômica e pode resultar em aumento dos preços dos alimentos, afirma economista
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No Conexão Campo Cidade desta semana, o economista Antônio da Luz destacou comentário do presidente Luiz Início Lula da Silva (PT) sobre o uso de defensivos químicos no Brasil. Segundo Da Luz, quando os defensivos são utilizados no agronegócio, seja brasileiro ou de qualquer outro país do mundo, é porque este é um meio de “dividir menos a comida dos humanos com os fungos, com os insetos, com as ervas daninhas e assim por diante”.
Assim, como descreveu o economista, com isso há uma maior oferta de alimentos, o que reduz os preço. “Quanto maior a oferta, menor o preço. Quanto menor a oferta, maior os preços. Então, se eu tiro do jogo ou crio embaraços para o uso de produtos que me permitem aumentar a oferta de alimentos, significa que eu estou disposto a assumir um nível de preços mais elevados pelos produtos. Afinal de contas, nós teremos escassez. Quanto maior a escassez, maior o nível de preços”, explicou.
Por conta disso, o economista questiona se o assunto dos defensivos é discussão de elite. “Será que as pessoas mais pobres, que são mais vulneráveis a aumentos de alimentos, será que elas estão com essa mesma preocupação ou elas estão preocupadas em ter alimentos para si e para os seus?”, questiona.
Segundo Christian Lohbauer, com mais tecnologia no campo, há mais produtividade, redução da expansão no uso da terra, maior sustentável e redução do preço da comida, o que é bom para todo mundo. Para ele, isso é tão óbvio, mas esse argumento não é compreendido por todos. “As pessoas, pelo menos a opinião pública, ou as mídias, ou os jornalistas, o pessoal não associa que a tecnologia no campo é aliada da sustentabilidade”, declarou.
Para Lohbauer, as críticas aos defensivos agrícolas é uma forma de desviar a pauta das condições muito ruins em que o país se encontra. “E qual é o tema que gera mais frisson em todos esses que a gente debate todos os dias aqui no nosso ambiente do agronegócio? O veneno, o tal do veneno no campo. Esse daí é um case de comunicação mundial que não é brasileiro, ele nasceu na Europa por uma história longa, mas a ideia de que a química faz mal para a vida, e exatamente o contrário, a química é vida, mas a ideia de que a química faz mal para a vida, de que o produto químico é venenoso, que o veneno está sendo usado pelos agricultores, que o veneno está no alimento, que o Brasil exporta veneno, essa loucura toda virou uma pauta de defesa da vida”, opinou.
De acordo com o cientista político, esse assunto ganhou um perfil político, usado como pauta política. “Isso é uma conversa desleal, você entende? É uma coisa que deixa a gente indignado, porque é um processo político, é um tema que ficou político partidário”, frisou Lohbauer.
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Henrique Afonso Schmitt blumenau - SC
É a elite econômico-político-financeira tentando tornar o Brasil mais pobre e mais dependente para poder dominar com mais facilidade a nação, e, com apoio da imprensa tradicional que deve estar faturando alto para dar seu apoio. O BRASIL ESTÁ CADA DIA MAIS DIFÍCIL.