Petróleo tem recuo semanal de 7% com temores sobre demanda na China
![]()
Por Georgina McCartney
HOUSTON (Reuters) - Os contratos futuros do petróleo caíram nesta sexta-feira, recuando mais de 7% na semana, depois que dados mostraram que o crescimento econômico da China desacelerou e investidores digeriram uma perspectiva mista para o Oriente Médio.
Os futuros do petróleo Brent caíram 1,39 dólar, ou 1,87%, a 73,06 dólares o barril.
O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos (WTI) fechou a 69,22 dólares o barril, queda de 1,45 dólar ou 2,05%.
O Brent fechou em queda de mais de 7% nesta semana, enquanto o WTI perdeu cerca de 8%, marcando seus maiores declínios semanais desde 2 de setembro, quando a Opep e a Agência Internacional de Energia cortaram suas previsões para a demanda global de petróleo em 2024 e 2025.
Na China, o maior importador de petróleo do mundo, a economia cresceu no ritmo mais lento desde o início de 2023 no terceiro trimestre, embora o consumo e a produção industrial de setembro tenham superado as previsões.
"A China é fundamental para o lado da demanda da equação, então isso está pesando muito nos preços hoje", disse John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York.
A produção das refinarias da China caiu pelo sexto mês consecutivo, já que as margens estreitas de refino e o baixo consumo de combustível limitaram o processamento.
"Não podemos ignorar o impacto dos veículos elétricos na China", disse Neil Atkinson, analista de energia independente baseado em Paris e ex-chefe da divisão de petróleo da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).
"Há vários fatores em jogo aqui: a fraqueza econômica na China, mas também o movimento em direção à eletrificação do transporte."
(Reportagem de Georgina McCartney em Houston, Arunima Kumar em Londres, Florence Tan e Trixie Yap em Cingapura; Reportagem adicional de Paul Carsten em Londres)
0 comentário
Produção de petróleo do Brasil sobe 16,9% em maio para 4,3 mi barris/dia, diz ANP
Petróleo entrou em novo patamar de US$75, mesmo sob incertezas da guerra, diz CEO da Petrobras
Queda no preço do petróleo alivia pressão sobre BCE para agir, afirma membro do banco
Recuo surpreendentemente rápido do preço do petróleo diminui urgência de ação do BCE, segundo fontes
Petróleo cai mais de 3% com alívio nas preocupações sobre oferta no Estreito de Ormuz
Petróleo sobe 2% após navio cargueiro ser atingido perto de Omã