Soja: Complexo tem 5ª feira de fortes altas, com farelo disparando mais de 4%, puxando o grão
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Os futuros do farelo de soja dispararam no pregão desta quinta-feira (26) e fecharam com mais de 4% de alta na Bolsa de Chicago, entre as posições mais negociadas. O contrato janeiro fechou o dia com US$ 305,70 e o maio com US$ 320,20 por tonelada curta. O movimento foi combustível forte para o avanço dos preços do grão, que terminaram o pregão subindo mais de 1,5% na CBOT - ou de 12,75 a 17,50 pontos. Assim, o janeiro fechou com US$ 9,88 e o maio com US$ 10,07 por bushel.
Apesar dos ganhos entre os futuros do derivado, a soja em grão ainda sente a pressão vinda dos fundamentos. Entre eles, estão as projeções de uma safra recorde na América do Sul, com foco na produção de 170 milhões de toneladas no Brasil, a demanda crescendo menos do que a oferta e um cenário macroeconômico ainda incerto.
Todavia, alguns sinais do clima também trazem algum suporte às cotações. "O fortalecimento do La Niña já reflete em temperaturas mais quentes e ausência de chuvas na Argentina, sul do Paraguai e Rio Grande do Sul pelos próximos quinze dias", explicaram os analistas de mercado da Agrinvest Commodities.
"Se o La Niña se intensificar nos próximos meses, há riscos de quebra na safra de milho, atrasos na colheita de soja e no plantio de milho, além de possíveis geadas precoces", complementa a consultoria.
A baixa do dólar frente ao real também ajudou no avanço dos preços da soja na CBOT. A moeda americana encerrou o dia com R$ 6,18 e perda de 0,11%, em uma sessão em que testou os dois lados da tabela. No entanto, com os feriados de final de ano, o mercado nacional fica esvaziado, com negócios apenas pontuais.
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