Pausa de Trump vale para toda ajuda internacional; Israel e Egito têm isenção, diz Departamento de Estado
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Por Humeyra Pamuk
WASHINGTON (Reuters) - A pausa de 90 dias em auxílios internacionais determinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vale para ajudas novas e existentes, segundo memorando do Departamento de Estado ao qual a Reuters teve acesso nesta sexta-feira, que também afirma que foram emitidas isenções para o financiamento militar de Israel e do Egito.
Poucas horas depois de assumir o cargo na segunda-feira, Trump decretou o congelamento de ajuda estrangeira, para uma avaliação sobre a eficiência e a consistência dessa política externa.
Mas o escopo da ordem não foi imediatamente conhecido e não ficou claro quais financiamentos seriam cortados, já que é o Congresso norte-americano que define o orçamento federal do governo dos EUA.
Assinado pelo novo Secretário de Estado Marco Rubio e datado desta sexta-feira, o memorando do Departamento de Estado diz que, com efeito imediato, as autoridades sênior "devem garantir que, na medida máxima permitida por lei, nenhuma nova obrigação seja feita para assistência estrangeira" até que Rubio tome uma decisão após uma revisão.
O documento diz ainda que, para os prêmios de assistência estrangeira existentes, as ordens de interrupção devem ser emitidas imediatamente até que sejam analisadas por Rubio.
Em todos os setores, "as decisões de continuar, modificar ou encerrar programas serão tomadas" por Rubio após uma análise nos próximos 85 dias. Até lá, Rubio pode aprovar isenções.
O memorando do Departamento de Estado informa que até agora Rubio aprovou isenções para "financiamento militar estrangeiro para Israel e Egito e despesas administrativas, incluindo salários, necessárias para administrar o financiamento militar estrangeiro".
Rubio também emitiu uma isenção para assistência alimentar emergencial, em meio a um crescimento da ajuda humanitária na Faixa de Gaza após o início de um cessar-fogo entre Israel e os militantes palestinos do Hamas, no domingo, e outras crises de fome em todo o mundo, incluindo o Sudão.
(Reportagem adicional de Patricia Zengerle, Daphne Psaledakis e Simon Lewis)
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