Açúcar: Perspectiva de melhor oferta global volta a pesar e cotações fecham em baixa
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Os contratos futuros do açúcar encerraram esta segunda-feira (03) em queda na Bolsa de Nova York e sem direção definida na Bolsa de Londres. O mercado operou pressionado pelo fortalecimento do dólar, que atingiu a máxima de três semanas, segundo análise do Barchart. Além disso, os preços perdem parte da força acumulada na última semana, quando o real valorizado ofereceu suporte às cotações. Agora, volta a pesar a expectativa de aumento da oferta global.
Na ICE Futures, o março/25 caiu 0,09 centavo (-0,47%), cotado a 19,26 cents/lbp. O maio/25 perdeu 0,05 centavo (-0,28%), valendo 17,83 cents/lbp. O julho/25 recuou 0,04 centavo (-0,23%), a 17,50 cents/lbp, enquanto o outubro/25 teve queda de 0,04 centavo (-0,23%), negociado a 17,60 cents/lbp.
Em Londres, o março/25 fechou a US$ 514,10 por tonelada, com recuo de US$ 5,40 (-1,04%). O maio/25 avançou US$ 1,20 (+0,24%), para US$ 503,30 por tonelada. O agosto/25 registrou alta de US$ 0,50 (+0,10%), cotado a US$ 486,90 por tonelada, enquanto o outubro/25 subiu US$ 2,10 (+0,44%), sendo negociado a US$ 479,90 por tonelada.
O diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa, destaca que alguns fatores podem ajudar a sustentar os preços do açúcar ao longo deste ano. Um real mais valorizado eleva o custo de produção em centavos de dólar por libra-peso, o que empurra o ponto de equilíbrio para cima. Além disso, com as usinas já bem vendidas, a pressão de venda na bolsa tende a ser menor nos vencimentos de maio e julho. Outro fator relevante é que o Brasil deve exportar menos açúcar este ano, após embarcar um recorde de 38,2 milhões de toneladas em 2024.
Por outro lado, segundo Correa, há fatores que podem pressionar os preços para baixo. O mix açucareiro da nova safra deve ser maior que o da anterior, resultando em mais oferta no mercado. Além disso, o analista aponta que a Petrobras segue segurando os preços da gasolina nas refinarias, o que impacta a competitividade do etanol. Há também a crise fiscal brasileira que pode enfraquecer o real, enquanto a alta dos juros pode afetar o consumo de maneira geral.
Mercado interno
No mercado físico brasileiro, o indicador Cepea Esalq mostra, em São Paulo, o açúcar cristal branco com valor de R$ 153,25/saca, alta de 2,02%. O açúcar cristal em Santos (FOB) tem valor de R$ 142,14/saca, desvalorização de 2,09%. O cristal empacotado em São Paulo vale R$ 16,6439/5kg, queda de 1,08%. O refinado amorfo está cotado em R$ 3,7147/kg, redução de 0,08%. O VHP tem preço de R$ 112,45/saca.
Em Alagoas, também com base no que mostra o indicador Cepea Esalq, o preço do açúcar está em R$ 149,11/saca, após queda de 2,61%. Na Paraíba, a cotação é de R$ 144,11/saca. Em Pernambuco, o adoçante vale R$ 147,55/saca.
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