China pede cooperação com UE em meio a "desafios globais"
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PEQUIM (Reuters) - A China está disposta a trabalhar com a União Europeia para impulsionar a cooperação e responder aos "desafios globais", disse seu Ministério das Relações Exteriores na quarta-feira, enquanto o bloco enfrenta possíveis tarifas dos EUA sobre suas remessas para a maior economia do mundo.
"O mundo está enfrentando o risco de divisão, fragmentação e desordem", afirmou Lin Jian, porta-voz do ministério chinês. "As relações entre a China e a UE têm ainda mais importância estratégica e influência global."
Chefe de comércio da UE disse na terça-feira que o bloco quer se envolver rapidamente com os Estados Unidos sobre as tarifas planejadas pelo presidente Donald Trump. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, alertou que as negociações com Washington seriam difíceis.
Como os laços transatlânticos estão sob tensão com as ameaças tarifárias de Trump, os defensores de uma política agressiva contra a China dentro da UE, como von der Leyen, estão mostrando sinais de vontade de repensar o relacionamento entre Pequim e Bruxelas, um vínculo que tem sido testado pelas tensões comerciais e pelos laços da China com a Rússia.
Em discurso em Bruxelas na terça-feira, von der Leyen disse que a UE continuaria a "reduzir o risco" de seu relacionamento com a China, mas acrescentou que havia espaço para "encontrar soluções" de interesse mútuo e "encontrar acordos" que poderiam até mesmo expandir os laços comerciais e de investimento.
Ela não deu detalhes sobre quais poderiam ser esses acordos.
Em Davos, no mês passado, von der Leyen também disse que os dois lados deveriam encontrar soluções de interesse mútuo.
(Reportagem de Colleen Howe)
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