Setor produtivo de SC avalia última rodada de negociação do tabaco
A última rodada de negociação de preço do tabaco, realizada na segunda-feira (3), resultou em um acordo com a BAT. A comissão representativa dos fumicultores negociou com a empresa um reajuste, linear, de 10,55% no Virgínia e 7,01% no Burley, para a safra de tabaco 2024/2025, o que significa a reposição da variação do custo de produção. Com isso, a BAT passa a operar com o valor de R$ 23,30 kg na classe BO1 do Virginia e R$ 20,55 kg na classe B1 do Burley, mantendo uma tabela com rentabilidade para seu produtor integrado.
A comissão avaliou o desfecho de forma positiva e destacou que a assinatura de protocolo com a BAT mostra que a empresa leva em consideração a valorização do produtor e a manutenção do sistema integrado.
Além da BAT, compareceram a Universal Leaf, Alliance One, China Brasil e a Philip Morris, porém, não houve consenso nas propostas.
A comissão aguarda o retorno das empresas que prometeram analisar as contrapropostas e das demais que queiram revisar seus índices. Além disso, a representação dos produtores deixa claro que, tabela não acordada com a comissão não será reconhecida, por descumprimento da Lei de Integração.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) faz parte das entidades que compõem a comissão representativa dos produtores de tabaco. O vice-presidente regional da Faesc e presidente do Sindicato Rural de Irineópolis, Francisco Eraldo Konkol, participou de todas as etapas das negociações e comenta sobre o processo. “Foram três rodadas: uma em dezembro, somente com a JTI, outra em meados de janeiro com a participação de cinco empresas e, agora, a última rodada também com a presença de cinco empresas”.
Konkol, que também faz parte da Comissão para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadec Tabaco da Faesc), representa a CNA/Faesc no Fórum Nacional de Integração do Tabaco (Foniagro) e é membro da CNA/Faesc na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco no MAPA, fez um apelo aos produtores, alertando para que tomem cuidado com o plantio de tabaco fora de época.
“Temos um problema sério de vazio sanitário o ano inteiro e isso vem gerando problemas para muitos produtores. Algumas experiências em determinadas regiões geraram prejuízo para todos. Devemos focar na classificação do tabaco para manter o Brasil reconhecido por fornecer um produto de qualidade. Precisamos levar isso a sério, pois sem mercado internacional, o plantio de tabaco não terá sentido”, argumentou Konkol.
O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, reconheceu o intenso trabalho da comissão. Destacou o comprometimento de Konkol ao representar muito bem o setor. “Agradecemos a atuação do representante catarinense e de toda a comissão representativa em defesa dos produtores de tabaco”.
COMISSÃO
A comissão representativa dos produtores de tabaco é formada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
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