Trump reduz temporariamente tarifas para maioria dos países, mas as eleva para China
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Por Susan Heavey e Andrea Shalal
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que reduzirá temporariamente as novas tarifas sobre muitos países, ao mesmo tempo em que as aumentará ainda mais sobre as importações da China, em uma súbita reviravolta que fez com que o mercado acionário norte-americano subisse acentuadamente.
O anúncio de Trump foi feito menos de 24 horas depois que novas tarifas pesadas entraram em vigor sobre as importações de dezenas de parceiros comerciais. As novas barreiras comerciais afetaram os mercados, aumentaram as chances de recessão e provocaram respostas retaliatórias da China e da União Europeia.
Trump disse que aumentará a tarifa sobre as importações chinesas para 125% em relação ao nível de 104% que entrou em vigor à meia-noite, aumentando ainda mais um confronto de alto risco entre as duas maiores economias do mundo.
Trump disse que, ao mesmo tempo, suspenderá as tarifas direcionadas a outros países por 90 dias para dar tempo às autoridades norte-americanas de negociar com os países que têm buscado reduzi-las.
Uma tarifa geral de 10% sobre quase todas as importações dos EUA permanecerá em vigor, informou a Casa Branca. O anúncio também não parece afetar as tarifas sobre automóveis, aço e alumínio que já estão em vigor.
Os índices acionários dos EUA dispararam com a notícia, com o índice de referência S&P500 subindo mais de 6%. Os rendimentos dos títulos deixaram as máximas de mais cedo e o dólar se recuperou em relação a moedas consideraradas como portos-seguros.
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