Em 20 anos, Brasil arrecadou mais de R$ 40 trilhões em tributos, segundo Impostômetro
Ao completar 20 anos desde sua criação pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) em colaboração com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o Impostômetro revela que a arrecadação de impostos totalizou mais de R$ 40 trilhões nas últimas duas décadas . Com o valor, é possível comprar mais de 575 milhões de casas populares entre diversos outros itens.
Na tabela, é possível entender a dimensão do valor arrecadado pelo país por meio de itens escolhidos pela ACSP, que poderiam ser adquiridos em quantidade com esse dinheiro. Além dos imóveis populares, compras para mais de 571 milhões de carros, exatamente 130.032.478 ambulâncias ou, até mesmo, a aquisição superior a 25 milhões de leitos hospitalares.
Abaixo, a tabela comparativa criada pelas entidades responsáveis:
O presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), Gilberto Luiz do Amaral, comemora os 20 anos de existência do impostômetro e sua importância nas amostras de tributos municipais, estaduais e federais. "É indiscutível que ele cumpre com seu papel de mostrar a realidade tributária do país, alertando empresas e cidadãos sobre como funciona o sistema de arrecadação e, principalmente, o que seria possível de se fazer com trilhões de reais adquiridos. O impostômetro desempenha um papel crucial para reformas, essas que devem ser pensadas para melhorias dos mais pobres, por exemplo", ressalta.
Nos últimos anos, o IBPT também se dedicou a estudos que retratam o cenário tributário brasileiro, trazendo por meio de suas amostras de realidade, os seus desafios. Com esses levantamentos recorrentes, entidades públicas, empresas e, até mesmo cidadãos, conseguem compreender a gestão fiscal do país e buscar melhorias.
Um dos levantamentos de destaque alertou que os brasileiros gastaram, em média, 149 dias trabalhando apenas para pagamento de impostos . A entidade, em seus outros objetos de pesquisas voltadas para empresas, setores e sociedade, também organizações que o Brasil, entre os países com maior carga tributária, é o pior de retorno de bem-estar à sociedade , ocupando o ranking de 30° posição.
O presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), João Elói Olenike, reforça que a carga tributária no Brasil é excessiva e ineficaz. "Esses dados mostram a necessidade de investir em um sistema tributário mais justo e eficiente para o desenvolvimento do Brasil. A Reforma Tributária, aprovada no Congresso Nacional, tem como um dos seus objetivos a neutralidade de efeitos arrecadatórios, mas isso quer dizer que não se pretende nem aumentar e nem diminuir a carga de tributos. Se, de fato, acontecer, a situação tende a continuar a mesma, em relação à arrecadação", finaliza.
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