Preços do milho acumulam 9ª desvalorização nos últimos 10 pregões da B3
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A quarta-feira (07) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro registrando mais um dia de quedas na Bolsa de Chicago (CBOT).
As cotações do cereal até começaram o dia contabilizando altas diante do otimismo do mercado internacional de que possa haver um acordo comercial entre Estados Unidos e China, após a indicação de que haverá uma reunião entre representantes dos dois países no próximo final de semana.
Porém, a pressão sobre o óleo e a soja acabaram retirando os ganhos do milho ao longo do dia.
Além disso, o ritmo de plantio da nova safra dos EUA mais rápido do que a média histórica e a melhora das condições climáticas para a sequência das atividades seguem pressionando as cotações da CBOT e limitando uma possível recuperação no curto prazo.
“No entanto, o USDA pode aumentar as estimativas de exportações de milho 2024/25, levando à redução nos estoques finais da safra velha. Isso pode mitigar um pouco a pressão, embora seja esperado crescimento na área de produção de milho para 2025/26”, ressaltam os analistas da Agrinvest.
O vencimento maio/25 foi cotado à US$ 4,41 com desvalorização de 6,50 pontos, o julho/25 valeu US$ 4,49 com perda de 6,25 pontos, o setembro/25 foi negociado por US$ 4,29 com baixa de 0,75 pontos e o dezembro/25 teve valor de US$ 4,40 com queda de 0,50 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última terça-feira (06), de 1,45% para o maio/25, de 1,37% para o julho/25, de 0,17% para o setembro/25 e de 0,11% para o dezembro/25.
Mercado Brasileiro
Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho também finalizaram a quarta-feira com movimentações negativas. As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 65,00 e R$ 74,46.
Essa foi a nona sessão de desvalorizações nos últimos dez pregões da B3 para os contratos do cereal.
De acordo com a análise da Agrinvest, a aproximação da colheita da safrinha 2025 e as boas perspectivas de produção, especialmente uma safra cheia esperada para o Centro-Oeste, seguem puxando os preços para baixo.
“É esperado que a produção nacional da safrinha supere as 100 milhões toneladas, o que deve limitar uma nova recuperação de preços no curto prazo, mesmo com a demanda interna aquecida”, apontam os analistas da consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira
O vencimento maio/25 foi cotado à R$ 74,46 com queda de 0,85%, o julho/25 valeu R$ 65,00 com perda de 0,46%, o setembro/25 foi negociado por R$ 66,12 com desvalorização de 0,38% e o novembro/25 teve valor de R$ 68,49 com baixa de 0,23%.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho também registrou baixas neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações nas praças de Castro/PR, Sorriso/MT, Machado/MG e Campinas/SP.
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