Encomendas de comércio eletrônico ficam de fora da redução de tarifas de EUA e China
![]()
GENEBRA (Reuters) - Um acordo entre os Estados Unidos e a China para reduzir temporariamente as tarifas, anunciado nesta segunda-feira, não abordou o que acontece com as encomendas de comércio eletrônico de baixo valor enviadas da China para os EUA, disse à Reuters uma fonte informada sobre as negociações.
Em 2 de maio, o governo do presidente dos EUA, Donald Trump, encerrou a política de "de minimis" que permitia que pacotes com valor inferior a US$800 encomendados online da China e de Hong Kong entrassem nos Estados Unidos com isenção de impostos. Ele impôs tarifas de 120% sobre esses pacotes.
Com a ausência da questão no anúncio desta segunda-feira, especialistas em comércio disseram que o futuro agora não está claro.
"Não há clareza alguma sobre os 'de minimis'", disse Martin Palmer, cofundador do fornecedor de dados internacionais Hurricane Modular Commerce.
"A lógica diz que, se você reduzir as tarifas para todo o resto, isso deve se refletir nos embarques de 'de minimis' porque essa é uma parte considerável das importações da China para os EUA."
O envio de produtos isentos de impostos das fábricas chinesas para os consumidores norte-americanos ajudou a aumentar a popularidade das varejistas online Temu e Shein, que vendem gadgets, roupas e acessórios baratos para os Estados Unidos.
As ações da PDD Holdings, proprietária da Temu, subiam 7% nesta segunda-feira após o anúncio dos cortes nas tarifas. A PDD e a Shein não responderam imediatamente a um pedido de comentário.
(Reportagem de Olivia Le Poidevin e Helen Reid, reportagem adicional de Casey Hall)
0 comentário
Wall Street fecha em baixa e tem perda semanal com guerra alimentando preocupações com inflação
Autoridade da ONU alerta que fechamento do Estreito de Ormuz pode afetar operações humanitárias
Dólar supera R$5,30 com piora de percepção sobre a guerra, em dia de leilões do BC
Na Jovem Pan: EUA oferecem US$ 10 mi por informações sobre Khamenei
Petrobras eleva diesel em 11,6%, mas diz que impacto na bomba será residual
Ações têm segunda semana seguida de quedas com guerra no Oriente Médio alimentando temores de inflação