Sem mudanças no mercado internacional, mercado do açúcar segue atento aos custos de produção
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O mercado internacional do açúcar mantém sua trajetória de estabilidade nesta quarta-feira (21), com cotações ainda sustentadas no patamar dos 17 cents de dólar por libra-peso. Em Nova Iorque, o contrato julho/25 é negociado a 17,38 cents (+0,23%) e o outubro/25 a 17,57 cents (+0,23%). Mesmo com a recente trégua na guerra comercial entre China e Estados Unidos, os investidores seguem cautelosos, refletindo em uma demanda internacional ainda fraca e negociações em ritmo lento.
Nesse cenário de apetite reduzido nos mercados globais, as usinas brasileiras voltam suas atenções ao mercado interno, especialmente para o etanol, que vem se consolidando como protagonista nesta safra. Com uma produtividade menor estimada para o ciclo 2025/26, os preços do biocombustível permanecem firmes, o que fortalece o interesse das usinas em direcionar parte da cana para sua produção.
Segundo Raphael Delloiagono, analista de mercado do Pecege, a conjuntura atual exige decisões estratégicas da indústria. “Se considerarmos a variação cambial e os preços praticados na bolsa no último ano, vemos que o açúcar vem perdendo valor relativo, especialmente diante da perspectiva de uma safra mais positiva nos principais países produtores”, explica.
Delloiagono também destaca os custos crescentes com fertilizantes, que apresentaram alta entre 15% e 20% em dólares, como um fator decisivo para a gestão de risco e de produção nesta safra. “Se os preços do adoçante não reagirem em breve, é possível vermos uma migração ainda maior para o etanol, cuja demanda continua sólida no mercado doméstico”, finaliza.
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