Israel ataca instalação nuclear iraniana, míssil danifica hospital israelense
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TEL AVIV/JERUSALÉM/DUBAI (Reuters) - Israel atacou uma importante instalação nuclear iraniana nesta quinta-feira e mísseis iranianos atingiram um hospital israelense, enquanto o presidente Donald Trump mantinha o mundo em dúvida sobre se os EUA se uniriam a Israel nos ataques aéreos para destruir as instalações nucleares de Teerã.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu continuar com o maior ataque de Israel ao Irã até destruir o programa nuclear iraniano.
Netanyahu disse que os ataques militares de Israel poderiam resultar na queda dos líderes do Irã, e que Israel faria o que fosse necessário para eliminar a "ameaça existencial" representada por Teerã.
Em uma semana de ataques aéreos e de lançamento de mísseis, Israel eliminou o alto escalão do comando militar do Irã, danificou sua capacidade nuclear e matou centenas de pessoas, enquanto os ataques de retaliação por parte dos iranianos mataram pelo menos duas dúzias de civis em Israel.
Militares israelenses disseram que atacaram a instalação nuclear de Khondab, perto da cidade central do Irã, Arak, durante a noite, incluindo um reator de pesquisa de água pesada parcialmente construído. Os reatores de água pesada produzem plutônio, que, assim como o urânio enriquecido, pode ser usado para fabricar o núcleo de uma bomba atômica.
A mídia iraniana informou que dois projéteis atingiram uma área próxima à instalação. Não houve registros de riscos de radiação.
O órgão de vigilância nuclear da ONU, a AIEA, disse que tinha informações de que o reator de pesquisa de água pesada em construção no local havia sido atingido, mas não continha material radioativo. A agência disse que não havia informações de que uma outra usina, que produz água pesada, tivesse sido atingida.
O Irã sempre negou planejar a construção de uma arma atômica e afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos. Presume-se amplamente que Israel tenha seu próprio arsenal nuclear, embora não confirme nem negue isso.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, criticou o chefe do órgão de vigilância nuclear da ONU, Rafael Grossi, e acusou a Agência Internacional de Energia Atômica de ser parceira de uma "guerra injusta de agressão" iniciada por Israel.
Na manhã desta quinta-feira, vários mísseis iranianos atingiram áreas povoadas em Israel, incluindo um hospital na parte sul do país.
Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, o ataque tinha como alvo o quartel-general militar e de inteligência israelense perto do centro médico Soroka, na cidade de Beersheba, no sul do país.
O Ministério da Saúde de Israel disse que várias pessoas sofreram ferimentos leves e que houve danos limitados à sala de emergência do hospital e a outros prédios, o que não prejudicou a capacidade de funcionamento do hospital.
O ataque ocorreu quatro dias depois que um ataque de míssil israelense danificou um hospital na província de Kermanshah, no oeste do Irã.
Trump disse que a guerra poderia terminar se o Irã concordasse rapidamente em impor restrições rígidas em seu programa nuclear. Teerã disse que não negociará enquanto estiver sob ataque. As negociações nucleares entre Washington e Teerã, previstas para o último domingo, foram canceladas.
Trump deixou de propor um fim diplomático rápido para a guerra e passou a sugerir que os Estados Unidos poderiam se juntar a ela. Na terça-feira, ele cogitou nas mídias sociais matar o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e depois exigiu a rendição incondicional do Irã.
(Reportagem da Reuters)
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