Clima, trigo, dólar e petróleo pesam e milho fecha 2ªfeira com baixas em Chicago
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A segunda-feira (23) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
De acordo com a análise da SAFRAS & Mercados, dois fatores foram fundamentais para a pressão do cereal neste pregão, o dólar e o clima.
Os analistas da consultoria apontam que o dólar index em alta, com a moeda norte-americana se valorizando ante à de outros países, torna os produtores dos EUA menos atrativos e, por tanto, pressiona as cotações.
Quanto ao clima, a SAFRAS destaca que as condições são favoráveis para as lavouras em grande parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos, que reforçou as expectativas de uma boa produção no país.
A análise da Agrinvest acrescenta ainda o papel negativo vindo das desvalorizações do trigo, que recuou nesta segunda-feira diante da entrada da nova safra norte-americana, já que os trabalhos estão avançando e muitos desses cereais serão destinados para ração, competindo diretamente com o milho.
Para o Head de Commodities da Granel Corretora, Gilberto Leal, outro fator negativo nesta segunda-feira foi a forte desvalorização do petróleo, que puxou as commodities de Chicago para baixo.
O vencimento julho/25 foi cotado a US$ 4,19 com desvalorização de 9,50 pontos, o setembro/25 valeu US$ 4,17 com perda de 8 pontos, o dezembro/25 teve valor de US$ 4,33 com baixa de 7,50 pontos e o março/26 teve valor de US$ 4,49 com queda de 7,50 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última sexta-feira (20), de 2,22% para o julho/25, de 1,88% para o setembro/25, de 1,7% para o dezembro/25 e de 1,64% para o março/26.
Mercado Brasileiro
Já no Brasil, os preços futuros do milho finalizaram o pregão desta segunda-feira com movimentações levemente positivas na Bolsa Brasileira (B3).
De acordo com os analistas da Agrinvest, o atraso na colheita da safrinha e a cautela sobre possíveis danos nas lavouras com a queda acentuada das temperaturas no Sul do Brasil auxiliam os ganhos moderados na B3.
“Contudo, a valorização é limitada por um dólar lateralizado e quedas na CBOT. Além disso, mesmo com o atraso na colheita, é esperada uma safrinha recorde do Brasil e essa expectativa de grande oferta impede uma recuperação nos preços no curto prazo”, aponta a consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento julho/25 foi cotado a R$ 63,76 com valorização de 1,09%, o setembro/25 valeu R$ 63,76 com ganho de 0,35%, o novembro/25 foi negociado por R$ 67,25 com queda de 0,15% e o janeiro/26 teve valor de R$ 72,06 com alta de 0,08%.
Já no mercado físico brasileiro, os preços da saca de milho registraram quedas neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrou desvalorizações em Nonoai/RS, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Rio do Sul/SC, Itapetininga/SP, Campinas/SP e Porto de Santos/SP.
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