De olho no clima e nas lavouras dos EUA, milho fecha terça-feira com recuos em Chicago
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A terça-feira (01) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
De acordo com a análise da Agrinvest, a principal força negativa do pregão foi a melhora das condições das lavouras dos Estados Unidos, que trouxe otimismo em relação a produção da safra nova.
No final da última segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou que 73% das lavouras de milho dos EUA apresentavam condições de boas a excelentes, saltando dos 70% da semana passada, enquanto os analistas não esperavam nenhuma alteração.
Os analistas da consultoria destacam ainda que, ao longo do dia, o contrato setembro/25 testou o suporte de US$ 4,00 o bushel, mas uma forte valorização do trigo, devido a desaceleração da colheita e queda nas condições das lavouras dos EUA, trouxe algum suporte também para o milho.
O vencimento julho/25 foi cotado a US$ 4,20 com queda de 0,50 ponto, o setembro/25 valeu US$ 4,06 com perda de 3,25 pontos, o dezembro/25 foi negociado por US$ 4,22 com desvalorização de 3,5 pontos e o março/26 teve valor de US$ 4,38 com baixa de 3 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última segunda-feira (30), de 0,12% para o julho/25, de 0,79% para o setembro/25, de 0,82% para o dezembro/25 e de 0,68% para o março/26.
Mercado Externo
Os preços futuros do milho também tiveram movimentações negativas na Bolsa Brasileira (B3) ao longo desta terça-feira, acompanhando a pressão vinda de Chicago.
Segundo informações da Agrinvest, o mercado segue monitorando de perto a colheita da safrinha, a disparada no preço dos fretes e a elevação no custo de originação, o que tem mantido a lentidão no programa de exportação.
A análise da SAFRAS & Mercado ressalta que o mercado brasileiro de milho teve um dia de negócios travados e com preços patinando.
“O avanço da colheita da safrinha e os impactos do clima na produção seguem no radar dos agentes, avaliando também o fato de que a ceifa está consideravelmente mais lenta se comparada às últimas temporadas”, diz a consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
O vencimento julho/25 foi cotado a R$ 62,90 com desvalorização de 0,94%, o setembro/25 valeu R$ 61,58 com perda de 0,63%, o novembro/25 foi negociado por R$ 66,01 com baixa de 0,5% e o janeiro/26 teve valor de R$ 71,03 com queda de 0,53%.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho acumulou revezes neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações em Nonoai/RS, Ubiratã/PR, Castro/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Pato Branco/PR, Palma Sola/SC, Sorriso/MT, Eldorado/MS e Luís Eduardo Magalhães/BA.
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