Ibovespa recua após máximas com tarifas comerciais no radar
![]()
Por Paula Arend Laier
SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa recuava nesta segunda-feira, com o noticiário sobre as tarifas comerciais norte-americanas ocupando as atenções e após renovar máximas históricas na última sexta-feira, quando fechou acima dos 141 mil pontos pela primeira vez.
Por volta de 11h55, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,63%, a 140.377,58 pontos. O volume financeiro somava R$5,46 bilhões.
O presidente Donald Trump afirmou no domingo que os Estados Unidos estão perto de finalizar vários acordos comerciais nos próximos dias e notificarão outros países sobre as tarifas mais altas até 9 de julho, que entrarão em vigor em 1º de agosto.
De acordo com a analista sênior Ipek Ozkardeskaya, do Swissquote Bank, nunca se pode ter certeza de que o que é dito agora ainda será verdade daqui a um minuto.
"E não se pode contar que as tarifas anunciadas nas próximas horas permaneçam inalteradas por mais de um dia. Essa é a realidade — e as manchetes mais recentes não apontam para um caminho tranquilo", apontou em relatório a clientes.
Ozkardeskaya destacou, contudo, a ameaça de Trump de uma tarifa adicional de 10% aos países que se alinharem ao que o presidente norte-americano chamou de "políticas antiamericanas" do grupo Brics.
"O drama comercial provavelmente não desaparecerá tão cedo. Essa incerteza continuará obscurecendo a visibilidade", afirmou.
O BB Investimento destacou que o Ibovespa encerrou o primeiro semestre em alta, consolidando um canal que se iniciou em janeiro, aos 118 mil pontos, firmando-se nas últimas semanas na máxima histórica nominal, ao redor dos 140 mil pontos.
"No gráfico semanal, as médias móveis de curto e curtíssimo prazo (do Ibovespa) estão próximas a cruzarem para baixo, sinalizando uma possível realização dentro da tendência", acrescentam em relatório a clientes.
Eles destacaram, contudo, que a força do movimento e o respaldo positivo dos indicadores técnicos MACD (Moving Average Convergence Divergence) e IFR (Índice de Força Relativa) sinalizam que ainda há espaço para o Ibovespa seguir subindo.
DESTAQUES
- VALE ON recuava 0,53%, acompanhando os futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou o dia com queda de 0,68%, a 731 iuanes (US$101,92) a tonelada, em meio a preocupações renovadas relacionadas à demanda.
- PETROBRAS PN subia 0,09%, em dia de alta dos preços do petróleo no exterior, com o barril do Brent avançando 1,49%, a US$69,32.
- BANCO DO BRASIL ON era negociada em baixa de 1,34%, com o setor como um todo no vermelho. ITAÚ UNIBANCO PN cedia 0,8%, BRADESCO PN perdia 0,18% e SANTANDER BRASIL UNIT mostrava declínio de 0,41%.
- ENGIE BRASIL ON caía 3,87%, em nova sessão de correção, após uma série de altas desde o final de junho. Na última sexta-feira, o papel fechou em baixa de 5,16%, encerrando uma série de seis pregões de ganhos, período em que acumulou uma valorização de 14,2%.
- BRF ON subia 3,78%, no segundo pregão de recuperação após um começo mais negativo no mês, com queda de 4,7% nos primeiros pregões do mês. No setor, MARFRIG ON, em vias de incorporar a BRF, ganhava 2,61% e MINERVA ON tinha alta de 1,55%.
- BRASKEM PNA avançava 1,83%, após anunciar que a acionista controladora Novonor comunicou à empresa que a NSP Investimentos e o fundo de investimento Petroquímica Verde pediram autorização ao Cade para uma potencial transação envolvendo as ações da Novonor na petroquímica.
Para ver as maiores baixas do Ibovespa, clique em
Para ver as maiores altas do Ibovespa, clique em
(Por Paula Arend Laier, edição Michael Susin)
0 comentário
S&P 500 cai enquanto investidores avaliam dados mistos e consequências da guerra no Oriente Médio
Dólar se firma em alta ante real com avanço das cotações também no exterior
Ibovespa perde fôlego e trabalha abaixo de 179 mil com incerteza externa
Taxas curtas dos DIs ampliam altas e longas viram para o positivo com piora dos mercados no exterior
Lula diz que proibiu assessor de governo dos EUA de vir ao Brasil enquanto visto de Padilha estiver bloqueado
Na Jovem Pan: Segunda Turma do STF forma maioria para manter prisão de Vorcaro