Futuros do milho recuam em Chicago nesta terça-feira com lavouras dos EUA no radar
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A terça-feira (29) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
De acordo com a análise da Agrinvest, esse foi mais um “dia azedo” para os futuros de grãos na CBOT, com influência negativa do clima e do bom desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos.
“Ontem o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe melhora para as condições das lavouras de soja e milho, aumentando a expectativa de uma safra cheia nos EUA”, destacam os analistas.
O vencimento setembro/25 foi cotado a US$ 3,89 com desvalorização de 4,50 pontos, o dezembro/25 valia US$ 4,11 com perda de 3 pontos, o março/26 era negociado por US$ 4,28 com baixa de 2,50 pontos e o maio/26 tinha valor de US$ 4,39 com queda de 2,50 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última segunda-feira (28), de 1,14% para o setembro/25, de 0,72% para o dezembro/25, de 0,58% para o março/26 e de 0,57% para o maio/26.
Mercado Brasileiro
Para os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) as movimentações desta terça-feira também foram negativas.
Os analistas da Agrinvest destacam que, após três semanas consecutivas de alta diante do atraso da colheita da segunda safra, os vencimentos do cereal passaram a recuar nessa reta final de julho acompanhando a queda de Chicago.
“A ampla oferta global, considerando a colheita recorde do milho safrinha e a projeção de safra cheia nos Estados Unidos acabaram pressionando o ativo”, explica a consultoria.
“Além disso, o milho americano continua mais descontado do que o brasileiro, vencendo todos os tenders mais recentes. Neste contexto, o programa brasileiro de exportação continua lento e esse impasse se acentua pelo elevado custo de originação do grão”, acrescentam os analistas.
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
O vencimento setembro/25 foi cotado a R$ 65,15 com alta de 0,22%, o novembro/25 valeu R$ 68,12 com queda de 0,16%, o janeiro/26 era negociado por R$ 71,95 com perda de 0,01% e o março/26 teve valor de R$ 74,65 com baixa de 0,27%.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho se movimentou pouco neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização apenas em Pato Branco/PR e São Gabriel do Oeste/MS e percebeu valorizações somente em Rio do Sul/SC, Sorriso/MT e Machado/MG.
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