Tentando se sustentar diante da reta final da colheita, milho brasileiro fecha 2ªfeira com ganhos na B3
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A segunda-feira (18) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando poucas movimentações na Bolsa de Chicago (CBOT) e flutuações no campo misto.
De acordo com a análise da Agrinvest, o mercado internacional tenta se fortalecer após as fortes quedas da semana passada motivadas pela elevação de produtividade e área plantada nos Estados Unidos no último relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
Por outro lado, o bom ritmo de vendas semanais e o forte programa de exportação norte-americano vem trazendo sustentação para as cotações internacionais.
Na manhã dessa segunda-feira o USDA informou uma venda privada de 124 mil toneladas de milho dos Estados Unidos para destinos desconhecidos, com embarque para a safra nova.
O vencimento setembro/25 foi cotado a US$ 3,83 com queda de 0,75 ponto, o dezembro/25 valeu US$ 4,06 com alta de 1,25 ponto, o março/26 foi negociado por US$ 4,24 com ganho de 1,75 ponto e o maio/26 teve valor de US$ 4,34 com elevação de 2 pontos.
Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última sexta-feira (15), de 0,31% para o dezembro/25, de 0,41% para o março/26 e de 0,46% para o maio/26, além de perda de 0,20% para o setembro/25.
Mercado Interno
Os preços futuros do milho encerraram o pregão desta segunda-feira com movimentações positivas na Bolsa Brasileira (B3).
Os analistas da Agrinvest destacam que o mercado brasileiro está olhando para a reta final dos trabalhos de colheita da segunda safra brasileira e para a ausência de grandes movimentos em Chicago.
A consultoria ainda aponta que o mercado futuro enfrenta dificuldade para sustentar novas altas diante da proximidade da colheita americana, que deve intensificar a competitividade na exportação.
Enquanto isso, o mês de agosto segue com ritmo de exportação a frente do registrado em agosto de 2024. Nos 11 primeiros dias úteis do mês, o Brasil embarcou 3.126.407,2 toneladas, o que corresponde 51,56% do volume exportado em agosto de 2024, que foi de 6.063.155,3 toneladas. A média diária de embarques ficou em 284.218,8 toneladas, um avanço de 3,1% frente às 275.598 toneladas por dia útil registradas no ano passado.
O analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destacou que as expectativas para as exportações de milho do Brasil em 2025 são bastante positivas.
“A própria Conab aumentou a estimativa de exportação dela. A gente já acreditava que ia bater 40 milhões de toneladas nessa safra já há muito tempo, devido à superprodução esperada, mas a CONAB vinha com 36 milhões no mês passado e agora aumentou. Então eu acho que agora, deste mês de agosto em diante, nós vamos ver um crescimento acelerado nas exportações”, diz.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento setembro/25 foi cotado a R$ 65,90 com valorização de 1,68%, o novembro/25 valeu R$ 68,50 com alta de 1,59%, o janeiro/26 foi negociado por R$ 71,00 com ganho de 0,57% e o março/26 teve valor de R$ 73,50 com elevação de 0,75%.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho se movimentou muito pouco neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização somente em Sorriso/MT e desvalorização apenas em São Gabriel do Oeste/MS.
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