Oferta equilibrada e consumo mais fraco da segunda quinzena pressionam preços no mercado do frango
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Com a oferta mais ajustada e o consumo típico da segunda quinzena do mês, o mercado de frango registra queda nas cotações nas principais praças produtoras. Analistas apontam que o setor deve permanecer em compasso de cautela nas próximas semanas.
De acordo com as informações da Scot Consultoria, as características da segunda quinzena do mês imperaram sobre o mercado na semana. As vendas perderam o ritmo e, com a oferta confortável, os preços no mercado atacadista cederam na semana.
Nos últimos sete dias, o preço do frango médio caiu 3,7%, estando cotado, em média, em R$ 6,35 por quilo. Nas granjas, os preços permaneceram estáveis. Em São Paulo, a ave terminada segue negociada, em média, em R$5,60 por quilo.
A referência para o animal vivo no Paraná seguiu estável e está cotado em R$ 4,94/kg. A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) também seguiu estável e está sendo negociada em R$ 4,81/kg.
Com base no levantamento de segunda-feira (25), o indicador do frango resfriado permaneceu estável e está cotado a R$ 7,25/kg. Já o frango congelado também ficou estável a R$ 7,25/kg.
O mercado brasileiro de frango registrou preços de estáveis mais baixos no vivo e no atacado ao longo da semana. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, houve sinalizações de oferta equilibrada frente a demanda existente, mas sem espaço para reajustes.
Ainda segundo a Scot Consultoria, as expectativas para o curto prazo são que o mercado tende a se manter fraco, em decorrência do afrouxamento das vendas e da maior cautela dos compradores diante dos estoques.
No mercado atacadista, a Safras destacou que os cortes seguem encontrando dificuldade para avanço das cotações, com boa disponibilidade de oferta. “A menor capitalização das famílias é um ponto que pode impactar o consumo até o fechamento do mês. Por outro lado, vale destacar que os cortes do frango estão bastante competitivos frente aos concorrentes, principalmente em relação à carne bovina”, concluiu Maia.
Diante desse cenário, os avicultores precisam ficar atentos aos custos da nutrição que seguem evoluindo de maneira comedida, o que ajuda na formação das margens. Para o analista, é um dos fatores que vem trazendo otimismo para o setor.
A Scot Consultoria ainda destacou que quanto às exportações, o volume segue positivo em agosto. Até a quarta semana do mês, a média diária de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas e congeladas embarcadas, de 17,7 mil toneladas, está 9,7% acima da registrada por dia em agosto do ano passado.
Maia explicou que a China e União Europeia seguem com embargos à carne de frango brasileira, fator que pesa no fluxo de exportação. “A normalização da situação é fundamental para o enxugamento da disponibilidade e para um ambiente mais favorável para formação de preços no interior do país”, ressaltou.
Com relação à suspensão das exportações de carne de frango brasileira, o Canadá, China, Malásia, Paquistão, Timor-Leste e União Europeia mantêm a suspensão total das compras de carne de aves do Brasil.
Outros países optaram por restringir apenas parte do território. É o caso de Rússia, Ucrânia, Armênia, Cazaquistão e Omã, que suspenderam somente as importações vindas do Rio Grande do Sul.
O Japão adotou medidas ainda mais específicas, limitando a restrição aos municípios de Campinápolis/MT e Santo Antônio da Barra/GO. Já na modalidade de regionalização, reconhecida pela OMSA, países como Maurício, São Cristóvão e Nevis, Suriname e Uzbequistão aplicaram bloqueios apenas a determinadas zonas.
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