Sob pressão de Trump, UE planeja antecipar veto às importações de GNL da Rússia
![]()
Por Julia Payne
BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia planeja proibir as importações russas de GNL para o bloco um ano antes do previsto como parte de um 19º pacote de sanções contra Moscou, disseram autoridades da UE nesta sexta-feira, uma mudança que segue a pressão do presidente dos EUA, Donald Trump.
"A economia de guerra da Rússia é sustentada pelas receitas dos combustíveis fósseis. Queremos cortar essas receitas", disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao anunciar a proposta, que requer aprovação dos governos da UE.
"Portanto, estamos proibindo as importações de GNL russo para os mercados europeus. É hora de fechar a torneira", afirmou von der Leyen.
Kaja Kallas, chefe de política externa da UE, disse no X que o objetivo é "acelerar a eliminação gradual do gás natural liquefeito russo (para ser concluída) até 1º de janeiro de 2027".
A UE havia planejado anteriormente uma eliminação gradual até 1º de janeiro de 2028, mas Trump tem instado repetidamente o bloco a encerrar as compras de energia russas mais rapidamente antes que ele faça qualquer outra pressão sobre Moscou.
As sanções na UE precisam da aprovação unânime de todos os seus 27 Estados membros.
Além do GNL, ou gás natural liquefeito, as sanções propostas também teriam como alvo uma parcela maior da frota de petroleiros russos e criptomoedas.
Von der Leyen e Kallas não deram detalhes completos sobre o novo pacote, mas autoridades disseram que ele também teria como alvo bancos russos e da Ásia Central, refinarias chinesas e zonas econômicas especiais, uma brecha alfandegária usada por Moscou para importar bens de dupla utilização para suas Forças Armadas.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse na quarta-feira que qualquer proposta da UE para eliminar gradualmente a energia russa mais rapidamente não afetaria a Rússia e não a forçaria a mudar sua posição.
Trump está pressionando a Europa a desempenhar um papel mais firme para ajudar a acabar com a guerra da Rússia na Ucrânia, exigindo que o país arque com um fardo maior do custo de reforço militar da Ucrânia e faça mais para privar Moscou das receitas de energia que financiam sua economia de guerra.
(Reportagem de Lili Bayer, John Irish e Julia Payne)
0 comentário
Dólar fecha em queda no Brasil, a R$4,8961, em linha com exterior
Ibovespa avança com balanços sob holofote e exterior favorável, mas tem quarta semana negativa
Taxas dos DIs caem acompanhando exterior com dados de emprego dos EUA e guerra no radar
EUA atacam navios do Irã em Ormuz; Teerã fala em ‘confrontos esporádicos’
Produção e vendas de veículos no Brasil recuam em abril ante março
Mudança na formação de preços de energia poderia elevar encargo ao consumidor, diz Engie