Soja fecha com mais de 1% de queda em Chicago pressionada pela falta de notícias China x EUA
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A ligação entre Donald Trump e Xi Jinping aconteceu nesta sexta-feira (19) e, mais uma vez, as conversas não trouxeram qualquer novidade efetiva nas relações entre os dois países. E assim, o pouco que a soja subiu nos últimos dias na Bolsa de Chicago apoiada na esperança de que o cenário sino-americano fosse fortalecido no âmbito do agronegócio, devolveu na sessão desta sexta-feira (19) e terminou o dia com baixas de dois dígitos na Bolsa de Chicago.
"A ausência de sinais mais claros de um acordo pressiona os preços da soja e provoca a reversão do movimento positivo observado pela manhã nas bolsas americanas, que passaram a operar em baixa", afirmou a equipe da Agrinvest Commodities.
Assim, o pregão terminou com os principais vencimentos da soja recuando entre 10,50 e 11,25 pontos, com o novembro voltando aos US$ 10,26; o janeiro a US$ 10,45 e o maio a US$ 10,74 por bushel. Foram perdas de mais de 1% que o mercado foi intensificando ao longo do dia.
"Fizemos progressos em muitas questões muito importantes, incluindo comércio, fentanil, a necessidade de encerrar a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e a aprovação do acordo do TikTok", escreveu Trump nas mídias sociais. "A ligação foi muito boa, voltaremos a nos falar por telefone, agradecemos a aprovação do TikTok e ambos esperamos nos encontrar na Apec!", complementou.
A agência de notícias estatal da China Xinhua informou que "sobre o TikTok, Xi disse que a posição da China é clara: o governo chinês respeita a vontade das empresas e dá as boas-vindas às empresas para que conduzam negociações comerciais com base nas regras de mercado para chegar a uma solução consistente com as leis e regulamentações chinesas, ao mesmo tempo em que equilibra os interesses".
E assim, o agronegócio segue às margens da discussão entre as duas maiores economias do mundo, com não só o mercado sentindo a pressão em Chicago, como os produtores rurais norte-americanos vivendo uma calamidade financeira diante da ausência das compras de soja americana pela nação asiática.
O mercado segue confinado em um intervalo já conhecido de preços diante de notícias que já conhece. No radar estão a conclusão da safra dos EUA, o início da safra do Brasil, a demanda da China e o mandato dos combustíveis norte-americanos, o que deixou o óleo de soja também bastante volátil na CBOT nos últimos dias. Nesta sexta, o derivado terminou o dia com mais de 1% de baixa, contribuindo para as baixas do grão.
MERCADO BRASILEIRO
No Brasil, os produtores estão dividindo suas atenções entre os trabalhos de campo e de comercialização. A soja disponível segue com volume recorde de exportação, mais de 124 milhões de toneladas já negociadas, enquanto na safra 2025/26 os negócios ainda estão atrasados.
"A grande questão é que a safra nova está lenta (nas vendas). Temos perto de 19% negociado da safra nacional e o normal seria mais de 27% para esta época, em estados como o Mato Grosso, o normal seria mais de 25% para esta época, e está tudo atrasado. E isso é importante o produtor se posicionar para o produtor não correr o risco e chegar na colheita e ter que vender em cima da colheitadeira, em cima da máquina, e pegar um mercado muito ofertado. E isso não é nada favorável para o produtor", explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.
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