Estabilidade nos coprodutos do etanol mantém relação de troca favorável ao pecuarista
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O mercado de coprodutos da indústria de etanol segue estável neste início de outubro, favorecendo a relação de troca para os pecuaristas que utilizam o DDG (grão seco de destilaria) na alimentação do gado.
Segundo Juliana Pila, analista de Inteligência de Mercado da Scot Consultoria, o cenário é de estabilidade, já que a maior parte dos vendedores firmou contratos até o fim do ano, o que limita novas negociações e mantém os preços praticamente inalterados no curto prazo.
De acordo com os dados da consultoria, as variações observadas nas cotações têm sido pontuais. Na segunda quinzena de setembro, o DDG com 30% de proteína bruta manteve-se estável tanto em Goiás, com média de R$ 1.160,15 por tonelada, quanto no Mato Grosso, onde ficou cotado em R$ 1.136,58 por tonelada.
As boas perspectivas para o confinamento de bovinos no último trimestre do ano têm sustentado uma demanda firme pelo coproduto, especialmente em Mato Grosso — principal estado produtor e consumidor do DDG no país.
A estabilidade nos preços também resultou em uma relação de troca mais vantajosa para o produtor. Em Goiás, foram necessárias 4,06 arrobas de boi gordo para adquirir uma tonelada de DDG, contra 4,13 arrobas em agosto. Já no Mato Grosso, a relação passou de 3,84 para 3,81 arrobas no mesmo comparativo.
O movimento indica um cenário positivo para o pecuarista, que segue contando com custos de alimentação competitivos em um momento de forte demanda por confinamento e oferta controlada de insumos.
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