Taxas dos DIs oscilam perto dos ajustes anteriores com decisão do Fed no foco
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) oscilam perto dos ajustes da véspera no Brasil, com investidores mantendo posições antes da decisão do Federal Reserve sobre juros, marcada para o meio da tarde.
Às 10h02, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,11%, ante ajuste de 13,129% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,525%, ante o ajuste de 13,536%. O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global de investimentos -- subia 1 ponto-base, aos 3,989%.
Às 15h desta quarta-feira o Federal Reserve anunciará sua decisão sobre a taxa de juros norte-americana, hoje na faixa de 4,00% a 4,25%. Mais do que a decisão em si, os agentes estarão atentos às indicações do Fed para o ciclo nos próximos meses -- algo que pode impactar as apostas sobre quando o Banco Central do Brasil começará a cortar a taxa básica Selic.
A ferramenta CME FedWatch indica que os ativos precificam 99,9% de probabilidade de corte de 25 pontos-base dos juros pelo Fed na tarde desta quarta-feira, além de 85,0% de chance de novo corte de 25 pontos-base em dezembro. Para janeiro as apostas estão mais equilibradas, com 43,3% de probabilidade para novo corte de 25 pontos-base e 49,3% de chance para manutenção.
Uma eventual indicação do Fed de que poderá seguir cortando os juros também em janeiro tornaria o Brasil ainda mais atrativo ao capital externo, considerando que o Banco Central segue defendendo a manutenção da Selic em 15% por "período bastante prolongado". Em tese, isso poderia reforçar a tendência dos últimos meses de baixa do dólar ante o real, com reflexos na curva brasileira.
Em sessões mais recentes, investidores elevaram as apostas de que o Banco Central poderá iniciar o ciclo de cortes da Selic já em janeiro -- e não em março, como vinha sendo precificado por vários agentes. O movimento foi justificado pela redução das expectativas de inflação, na esteira de índices de preços abaixo do esperado tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.
Neste cenário, a decisão desta quarta-feira do Fed torna-se fundamental para a calibragem das apostas sobre a Selic, ainda mais porque os agentes têm operando sem os subsídios de uma série de dados da economia norte-americana em função da paralisação das divulgações.
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