BB Seguridade vai ter dificuldades para elevar lucro em 2026, diz executivo
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SÃO PAULO (Reuters) - O grupo de previdência e seguros do Banco do Brasil, BB Seguridade, deve enfrentar em 2026 dificuldades para elevar ou mesmo manter o lucro no mesmo nível deste ano, diante da perspectiva de queda nos juros e sinistralidade mais alta.
A expectativa foi divulgada nesta terça-feira pelo diretor financeiro da companhia, Rafael Sperendio, durante conferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre divulgados na noite da véspera.
"É bastante difícil manter o lucro ou ter crescimento em 2026", disse o executivo. "As melhores estimativas indicam resultado bastante forte para 2025...mas para 2026, com um menor resultado financeiro, que tem impacto imediato, e sinistralidade mais alta, mesmo que seja marginalmente mais alta, é difícil conseguirmos compensarmos com crescimento de vendas", acrescentou.
A previsão de um resultado financeiro menor, que no terceiro trimestre ajudou a impulsionar o lucro da empresa, decorre das perspectivas de queda da Selic no próximo ano. Já a sinistralidade maior vem da expectativa de impactos do fenômeno La Niña sobre a safra de verão, disse Sperendio.
Para tentar minimizar os impactos para o próximo ano, o novo presidente-executivo da BB Seguridade, Delano de Andrade, afirmou que o foco de sua gestão será busca de sinergias melhores com as empresas investidas do grupo e medidas de eficiência operacional, com redução de despesas, mas não deu detalhes.
Sperendio afirmou que embora a sinistralidade deve apresentar algum crescimento no próximo ano, a área de seguros deve mostrar crescimento em todas as linhas de negócios no próximo ano, também por causa da esperada queda nos juros da economia.
Isso porque juros menores contribuem para uma melhor originação de empréstimos e queda da inadimplência, o que fomenta a tomada de seguros como prestamista.
"Trabalhamos agora com crescimento praticamente em todas as linhas de negócios, de um digito alto, calcado na redução de juros de 2026", disse o diretor financeiro.
Questionado sobre a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários, Sperendio disse que embora o caixa do grupo seja "bastante robusto", a BB Seguridade não prevê um pagamento adicional aos acionistas.
Apesar disso, o executivo disse que o nível de "payout" do segundo semestre deste ano será maior que o do primeiro.
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