Taxas dos DIs caem ante ajustes anteriores no Brasil
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) iniciaram a sessão desta segunda-feira com leves baixas ante os ajustes anteriores no Brasil, em uma sessão que se desenha favorável aos ativos de risco após o Senado dos EUA avançar no fim de semana em uma proposta que pode encerrar a paralisação do governo norte-americano.
Às 9h38, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,11%, ante ajuste de 13,135% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,56%, ante o ajuste de 13,595%.
No domingo, o Senado dos EUA avançou com uma medida que busca encerrar a paralisação do governo federal, que já dura 40 dias, congelando a divulgação de indicadores econômicos e dificultando o funcionamento de diversos serviços.
Em uma votação sobre procedimentos, os senadores deram andamento a um projeto aprovado pela Câmara, que será emendado para financiar o governo até 30 de janeiro e incluir um pacote com três propostas de dotações orçamentárias para todo o ano. Se o Senado aprovar a versão emendada, ela ainda precisará ser aprovada pela Câmara e enviada ao presidente Donald Trump para assinatura, processo que pode levar vários dias.
A possibilidade de a paralisação ser encerrada dava força às ações na Europa e pesava sobre o dólar ante divisas de países emergentes, como o real.
Neste cenário, as taxas dos DIs exibiam leves baixas ante os ajustes da véspera, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries subiam. Às 9h38 o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 4 pontos-base, a 4,13%.
No Brasil, o boletim Focus mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para a taxa básica Selic no fim de 2025 seguiu em 15,00% e, para o encerramento do próximo ano, em 12,25%. Já as estimativas para o IPCA, o índice oficial de inflação, no fim deste ano seguira em 4,55% e no final de 2026, em 4,20%.
Em Belém, começa nesta segunda-feira oficialmente a COP30, que contará com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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