Casos de gripe aviária na Alemanha atingem maior número em três anos
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HAMBURGO (Reuters) - A Alemanha já registrou em 2025 o maior número de surtos de gripe aviária dos últimos três anos e não há alívio à vista, afirmou o Instituto Friedrich Loeffler de Doenças Animais (FLI), enquanto a Europa testemunha um forte ressurgimento da doença letal.
A disseminação da gripe aviária altamente patogênica é uma preocupação para os governos e para o setor avícola devido à devastação que pode causar aos plantéis, à possibilidade de restrições comerciais e ao risco de uma nova pandemia.
O vírus foi detectado em 122 fazendas e em 1.125 infecções de aves selvagens até 11 de novembro, informou o FLI.
A gripe aviária é uma doença sazonal transmitida por aves selvagens migratórias. Os surtos tendem a aparecer no início do outono, aumentam até o fim do ano e atingem o pico na primavera.
Até o momento, a gripe aviária levou ao abate de mais de 1 milhão de aves na Alemanha. Embora outros países da Europa também tenham registrado um número maior de surtos nesta temporada, a Alemanha é, de longe, o país mais afetado.
"Na Alemanha, houve um aumento acentuado nos surtos de aves domésticas nas últimas semanas", afirmou o FLI em sua última avaliação de risco.
"O número de casos em aves selvagens também aumentou de forma muito significativa. Detecções excepcionalmente frequentes estão sendo observadas atualmente em grous, cuja migração de outono contribuiu para a disseminação ainda maior do vírus", afirmou.
O instituto disse que "não há alívio à vista", classificando o nível de risco atual como "alto" e ressaltando os desafios impostos pelos padrões de migração das aves e pelos esforços locais de contenção.
Analistas alemães, no entanto, não relatam impacto significativo sobre os preços dos ovos ou da carne de aves, citando uma população nacional de aves de aproximadamente 200 milhões.
Embora a Alemanha não tenha imposto um lockdown em nível nacional, autoridades locais ordenaram o confinamento das aves. Em certas áreas, as proteções aos grous foram flexibilizadas, permitindo que fossem abatidos em zonas de alto risco para limitar a disseminação do vírus.
(Reportagem de Michael Hogan)
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