Dólar à vista fecha estável contra o real com exterior misto
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SÃO PAULO, 4 Dez (Reuters) - O dólar fechou próximo da estabilidade nesta quinta-feira, apagando parte do recuo mais acentuado registrado pela manhã, em linha com os movimentos observados no exterior, onde a moeda norte-americana mostrou desempenho misto entre as divisas globais.
O dólar à vista fechou em queda de 0,06%, aos R$5,3103 na venda.
Às 17h31, o contrato de dólar futuro para janeiro de 2026 -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,01% na B3, aos R$5,3415.
O desempenho mais tímido da moeda dos Estados Unidos ocorre na esteira da publicação de dados de atividade econômica e do mercado de trabalho do país, com alguns indicadores reforçando as perspectivas de corte nos juros pelo Federal Reserve.
A ferramenta FedWatch, do CME Group, mostra que o mercado precifica atualmente uma chance de 87% de que o Fed corte as taxas em 25 pontos-base na próxima semana.
Às 17h31, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,12%, a 99,018.
O exterior deu espaço para divisas emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano, ganharem terreno, assim como o real, com o dólar no Brasil operando boa parte da manhã abaixo dos R$5,30. Contudo, ajustes técnicos fizeram a moeda brasileira reverter o movimento durante a tarde.
O dólar atingiu a menor cotação do dia, de R$5,2882 (-0,48%), às 11h19, e atingiu a máxima de R$5,3172 (+0,07%), às 15h27.
"O real tem tido uma performance em linha com os pares nos últimos meses", disse Eduardo Aun, gestor de fundos multimercados da AZ Quest.
Segundo ele, a tendência de valorização do real deve continuar até o fim do ano.
"Os dados do payroll podem dar uma direção melhor sobre o futuro da política monetária americana e mexer nas moedas na segunda quinzena do mês, inclusive no real", completou.
No Brasil, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,1% no terceiro trimestre na comparação com o trimestre imediatamente anterior. O resultado ficou aquém da expectativa em pesquisa da Reuters, de avanço de 0,2% no período de julho a setembro. Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, o indicador apresentou crescimento de 1,8%, contra expectativa de alta de 1,7% nessa base de comparação.
Os números desta quinta-feira comprovaram a percepção de esfriamento da economia ao longo do ano. No primeiro trimestre, o PIB expandiu 1,5% e, no segundo, 0,3%, em dados revisados pelo IBGE, de 1,3% e 0,4% respectivamente.
(Por Igor Sodré)
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