Mercado do petróleo se equilibra entre excesso de oferta e posições estratégicas de produtores
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O mercado de petróleo encerra 2025 com um saldo negativo de aproximadamente 20% nos contratos Brent e WTI, refletindo um cenário onde a oferta cresceu em ritmo superior à demanda. Segundo Thiago Davino, analista de mercado da Agrinvest, o ano foi marcado pela "máxima" de que o remédio para preços altos é o próprio preço alto: a valorização anterior estimulou investimentos que agora resultam em recordes de produção no Brasil e nos Estados Unidos, além do aumento de oferta pela Opep.
Para 2026, o cenário base permanece de pressão baixista, com o barril rondando a casa dos US$ 60 e a curva de futuros em backwardation (preços mais baixos no longo prazo). Davino destaca que a demanda global enfrenta o "freio" das duas maiores economias do mundo: a China, com vendas no varejo crescendo abaixo de 2%, e os Estados Unidos em desaceleração. Geopoliticamente, uma eventual resolução dos conflitos na Rússia e uma mudança de regime na Venezuela poderiam despejar ainda mais óleo no mercado, agravando o excesso de oferta.
Contudo, há um "fator surpresa" no radar: a política monetária americana. O analista alerta que a saída de Jerome Powell do Fed em maio e a possível indicação de um nome alinhado a Donald Trump podem trazer uma postura mais agressiva nos cortes de juros. Se isso ocorrer, o temor inflacionário pode levar investidores a buscarem commodities como proteção, provocando uma alta de preços descolada dos fundamentos de oferta e demanda.
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