Café: Queda do dólar consolida altas nas bolsas internacionais no encerramento da sessão desta 6ª feira (02)
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Os preços do café se recuperaram das perdas inciais e após mais um dia de volatilidade, se consolidam com ganhos nas bolsas internacionais no fechamento da sessão desta sexta-feira (02), com o arábica avançando em mais de 2% em NY.
Segundo o Barchart, os preços fecharam em alta impulsionados pela valorização do real, que estimulou o fechamento de posições vendidas nos contratos futuros de café. O real atingiu a maior cotação em duas semanas frente ao dólar hoje, desestimulando as exportações dos cafeicultores brasileiros.
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De maneira geral, o mercado cafeeiro segue pressionado pela preocupação com a próxima safra brasileira e a oferta global. O clima irregular no país, com chuvas abaixo do esperado e altas temperaturas, pode prejudicar a produtividade e qualidade da próxima temporada.
Ainda de acordo com o Barchart, os futuros do arábica também encontram sustentação nas recentes inundações generalizadas na Indonésia, que ameaçam reduzir as exportações de café do país em até 15% na safra de 2025/26, de acordo com relato do presidente da Associação de Exportadores e Indústria de Café da Indonésia. "As inundações afetaram cerca de um terço das fazendas de arábica da Indonésia, no norte de Sumatra, nas últimas semanas. A Indonésia é o terceiro maior produtor mundial de café robusta", completou.
Já os futuros do robusta encontram suporte na oferta vinda do Vietnã. Em 5 de dezembro, o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã informou que as exportações de café do país em novembro registraram um aumento de 39% em relação ao ano anterior, atingindo 88.000 toneladas, e que as exportações de janeiro a novembro cresceram 14,8% em relação ao ano anterior, totalizando 1,398 milhão de toneladas.
Informações da Reuters destacam que o Vietnã continuará sendo o único fornecedor de robusta até que a mini-colheita da Indonésia, que começa em abril, e até lá espera-se que os preços da variedade subam quando os agricultores pararem de liberar os grãos.
Em NY, o arábica encerra o pregão registrando a valorização de 855 pontos no valor de 355,15 cents/lbp no vencimento de março/26, um aumento de 810 pontos negociado por 339,45 cents/lbp no de maio/26, e uma alta de 825 pontos no valor de 332,40 cents/lbp no de julho/26.
O robusta registra alta de US$ 23 no valor de US$ 4,135/tonelada no contrato de janeiro/26, um ganho de US$ 5 cotado por US$ 3,956/tonelada no de março/26, e um avanço de US$ 6 no valor de US$ 3,878/tonelada no de maio/26.
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