Déficit comercial dos EUA em outubro é o menor desde 2009, com queda nas importações
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WASHINGTON, 8 Jan (Reuters) - O déficit comercial dos Estados Unidos sofreu uma forte contração em outubro, atingindo o nível mais baixo desde meados de 2009 com a queda das importações, uma tendência que, se mantida, poderá fazer com que o comércio volte a contribuir para o crescimento econômico no quarto trimestre.
O déficit comercial diminuiu 39,0%, para US$29,4 bilhões, o nível mais baixo desde junho de 2009, informaram o Escritório de Análise Econômica e o Census Bureau do Departamento de Comércio nesta quinta-feira.
Economistas consultados pela Reuters previam que o déficit comercial aumentaria para US$58,9 bilhões. A divulgação do relatório foi adiada devido à paralisação de 43 dias do governo.
As importações diminuíram 3,2%, para US$331,4 bilhões. As importações de mercadorias caíram 4,5%, para US$255,0 bilhões, o nível mais baixo desde junho de 2023. A queda nas importações pode ser o resultado das tarifas do presidente Donald Trump, e também sugere um abrandamento da demanda doméstica.
As importações de suprimentos industriais caíram US$2,7 bilhões, atingindo o nível mais baixo desde fevereiro de 2021, refletindo principalmente uma queda de US$1,4 bilhão no ouro não monetário, que é excluído no cálculo do Produto Interno Bruto.
As importações de bens de consumo recuaram US$14,0 bilhões, atingindo o menor patamar desde junho de 2020, puxadas por uma queda de US$14,3 bilhões nas preparações farmacêuticas. Mas as importações de bens de capital aumentaram US$6,8 bilhões, impulsionadas por acessórios de informática, equipamentos de telecomunicações e computadores, provavelmente ligados ao investimento em inteligência artificial.
As exportações aumentaram 2,6%, atingindo um recorde de US$302,0 bilhões em outubro. As exportações de mercadorias aumentaram 3,8%, para US$195,9 bilhões, também um recorde histórico.
(Reportagem de Lucia Mutikani)
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