Açúcar recua nesta quarta-feira (14) com oferta global no radar

Publicado em 14/01/2026 09:39
No cenário nacional, etanol de milho domina as atenções

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O mercado do açúcar opera em queda nesta quarta-feira (14), com os fundamentos de oferta global pesando sobre as cotações. Em Nova Iorque, o contrato com vencimento em março de 2026 é negociado a 14,82 cents de dólar por libra-peso, um recuo de 0,47%. Os contratos de maio e julho também registram perdas, operando a 14,49 e 14,50 cents, respectivamente. Em Londres, a commodity acompanha o movimento negativo, com o março cotado a US$ 424,90 por tonelada, baixa de 0,56%.

O cenário reflete uma disputa entre fluxos financeiros e a realidade física do produto. Embora haja uma expectativa de suporte vinda da antecipação de compras de contratos futuros, relacionada ao rebalanceamento anual dos índices de commodities, onde o Citigroup projeta um fluxo de US$ 1,2 bilhão para o açúcar nesta semana, as perspectivas de safras robustas em outros países produtores limitam qualquer tentativa de alta expressiva.

No Brasil, os dados de processamento da região Centro-Sul referentes à primeira quinzena de dezembro confirmam o ritmo de desaceleração típico da entressafra de cana e a ascensão do milho na matriz energética. As unidades processaram 5,92 milhões de toneladas de cana no período, uma queda significativa em relação às 8,81 milhões da safra anterior. No acumulado do ciclo 2025/26 até 16 de dezembro, a moagem atingiu 598,19 milhões de toneladas, um recuo de 2,36% na comparação anual. O ritmo de encerramento das atividades industriais segue intenso: 208 unidades já finalizaram a safra, restando 90 em operação na primeira metade do mês, contra 127 no mesmo período do ano passado.

Com menos cana disponível e qualidade inferior com o indicador de ATR caiu 2,21% no acumulado, a produção de açúcar na quinzena foi de apenas 254,24 mil toneladas, uma retração de 28,66%. Ainda assim, no acumulado da safra, a fabricação do adoçante soma 40,16 milhões de toneladas, superando levemente o volume do ciclo anterior.

Já no segmento de biocombustíveis, o etanol de milho assumiu o protagonismo. Do total de 740,61 milhões de litros de etanol produzidos na quinzena, 54,14% (ou 400,96 milhões de litros) foram provenientes do cereal, registrando um aumento de 6,08% na comparação anual. No acumulado da safra, a produção de etanol de milho já cresceu 14,49%, somando 6,43 bilhões de litros, ajudando a compensar a queda na oferta do etanol de cana. No mix geral de combustíveis da quinzena, houve um recuo de 20,62% na produção de hidratado e um salto de 30,18% na de anidro.

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Por:
Ericson Cunha
Fonte:
Notícias Agrícolas

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