Açúcar aprofunda perdas nesta quinta-feira (15) com maior produção brasileira e demanda global em baixa
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O mercado do açúcar aprofunda o movimento de baixa nesta quinta-feira (15), operando com perdas expressivas nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, o contrato com vencimento em março de 2026 rompeu suportes importantes e é negociado a 14,46 cents de dólar por libra-peso, uma queda de 1,50%. Os vencimentos de maio e julho acompanham o pessimismo, recuando 1,60%, cotados a 14,12 e 14,15 cents, respectivamente. Em Londres, a commodity também opera no vermelho, com o contrato de março valendo US$ 415,40 por tonelada, baixa de 1,31%.
A pressão vendedora é sustentada pelos fundamentos de oferta divulgados recentemente pela Unica. O mercado reage aos dados de que a produção acumulada de açúcar no Centro-Sul brasileiro, até meados de dezembro, cresceu 0,9% nesta safra, atingindo 40,158 milhões de toneladas. O relatório confirmou o perfil mais "açucareiro" do ciclo 2025/26, com o mix de produção destinado ao adoçante subindo para 50,91%, contra 48,19% na temporada anterior.
Olhando para o futuro, análises da StoneX indicam que o mercado em 2026 será ditado pela competição entre o alimento e o biocombustível. Para o início da safra 2026/27, a expectativa é de que as usinas priorizem a produção de etanol, atraídas por melhores preços no mercado interno. No entanto, o potencial de alta do álcool deve ser limitado pela expansão da oferta, considerando uma moagem de cana estimada em 620 milhões de toneladas e o crescimento contínuo do etanol de milho. Mesmo com uma provável redução no mix açucareiro em favor do combustível, o volume maior de cana e a qualidade da matéria-prima devem garantir ao Brasil um excedente exportável de açúcar superior a 35 milhões de toneladas.
No cenário global, a StoneX avalia que o forte ritmo das exportações brasileiras em 2025 já recompôs os estoques nos principais destinos, enfraquecendo a demanda imediata para o primeiro semestre de 2026. Com a oferta superando as compras, a tendência baixista deve prevalecer, a menos que uma desaceleração nos embarques brasileiros gere expectativas de déficit para o final do ciclo, trazendo volatilidade de volta aos preços.
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