Milho fecha sexta-feira com ganhos em Chicago, mas se desvaloriza quase 5% ao longo da semana

Publicado em 16/01/2026 16:54
B3 se move pouco neste pregão, mas acumula até 2,8% de perda semanal

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A sexta-feira (16) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações levemente positivas na Bolsa de Chicago (CBOT). Mesmo assim, as principais cotações ainda fecharam a semana acumulando fortes recuos. 

Conforme avaliação do analista de mercado da Agrifatto Consultoria, Eduardo Seccarecio, os números do relatório de oferta e demanda mundial que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou na última segunda-feira (12) vieram na contramão das expectativas do mercado e derrubaram as cotações.  

A partir de quarta-feira, começou uma movimentação de recuperação técnica na CBOT, sustentada também pela forte demanda de exportação e de produção de etanol nos EUA, mas o cenário não deve ter força suficiente para trazer as cotações novamente para cima. 

Na visão de Seccarecio, os próximos passos do mercado internacional devem depender das intenções de plantio dos produtores norte-americanos para a nova safra do país, com a expectativa ficando para os dados do Outlook Forum em meados de fevereiro. 

O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,24 com valorização de 4,50 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,32 com ganho de 4,25 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,38 com elevação de 4 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,36 com alta de 3 pontos. 

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quinta-feira (15), de 1,07% para o março/26, de 0,99% para o maio/26, de 0,92% para o julho/26 e de 0,69% para o setembro/26. 

Já no fechamento da semana, os vencimentos do cereal norte-americano acumularam desvalorizações de 4,71% para o março/26, de 4,79% para o maio/26, de 4,83% para o julho/26 e de 3,75% para o setembro/26, no comparativo com o fechamento da última sexta-feira (9). 

variação semanal milho cbot

Mercado Interno 

Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) tiveram mais um pregão de poucas movimentações nesta sexta-feira, mas também estenderam as perdas acumuladas ao longo de toda a semana. 

O analista da Agrifatto explica que os produtores estavam segurando oferta no Brasil desde meados de novembro, apostando em condições melhores de comercialização neste começo de ano. Porém, com estoques iniciais mais confortáveis do que os do ano passado e bom desenvolvimento da primeira safra, essa movimentação não deve acontecer. 

“As cotações se ajustaram um pouco para baixo neste começo de ano e temos um pouco mais de oferta presente no mercado. Não acredito em grandes movimentações de preço e o mercado deve ter movimentos mais lateralizados para as próximas semanas, sem forte alta e nem queda”, detalha Seccarecio. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve poucas alterações neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Rio do Sul/SC e valorização apenas em Sorriso/MT. 

O vencimento março/26 foi cotado a R$ 71,20 com queda de 0,08%, o maio/26 valeu R$ 70,30 com queda de 0,07%, o julho/26 foi negociado por R$ 68,95 com alta de 0,10% e o setembro/26 teve valor de R$ 68,21 com ganho de 0,09%. 

Já no fechamento da semana, os vencimentos do cereal brasileiro acumularam perdas de 0,38% para o janeiro/26, de 2,32% para o março/26, de 2,83% para o maio/26, de 1,95% para o julho/26 e de 1,71% para o setembro/26, no comparativo com o fechamento da última sexta-feira (9). 

variação semanal milho b3

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Por:
Guilherme Dorigatti
Fonte:
Notícias Agrícolas

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