BC diz que diretor Aquino fez rigorosa investigação no caso Master e não recomendou compra de ativos fraudados

Publicado em 23/01/2026 09:38 e atualizado em 23/01/2026 13:09

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BRASÍLIA, 23 Jan (Reuters) - O Banco Central afirmou nesta sexta-feira que seu diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, coordenou a identificação de inconsistências em operações de cessão de carteiras de crédito do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) , tendo promovido “rigorosas investigações” que demonstraram problemas nesses ativos.

Em nota à imprensa, a autarquia disse que Aquino “obviamente jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas”.

O jornal O Globo noticiou nesta sexta-feira que Aquino teria enviado mensagens ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pedindo que comprasse carteiras do Banco Master para ajudar a instituição a resolver problemas de liquidez.

“O diretor Ailton de Aquino coloca à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal suas informações bancárias, fiscais e dos registros das conversas que realizou com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, renunciando, para essa finalidade, ao sigilo sobre elas incidente”, destacou o Banco Central.

Na nota, a autoridade monetária afirmou que partiu da área chefiada por Aquino a comunicação dos ilícitos ao Ministério Público, com envio de análises técnicas e documentação comprobatória.

Na sequência, segundo o BC, sob orientação de Aquino, a área de Supervisão aplicou medida prudencial preventiva ao BRB, sendo do próprio diretor a iniciativa de enviar à diretoria da autarquia a proposta de liquidação extrajudicial das instituições do conglomerado Master.

"A área de Supervisão do Banco Central, na forma da legislação em vigor, rotineiramente monitora riscos e busca soluções para eventuais problemas de liquidez que venham a ser identificados em toda e qualquer instituição financeira", afirmou, acrescentando que cabe a cada instituição analisar a qualidade do crédito que adquire.

Em novembro, em decisão concomitante a uma operação policial que indicou suspeita de fraude de R$12 bilhões, o BC decretou a liquidação do Master.

Na ocasião, a Justiça também determinou o afastamento do presidente do BRB. A instituição de Brasília, que chegou a tentar comprar o Master anteriormente e foi impedida pelo BC, vinha adquirindo, desde 2024, parte da carteira de crédito do Master.

(Por Bernardo Caram)

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Fonte:
Reuters

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