Redução de área nos EUA dá suporte e milho fecha 6ªfeira com altas em Chicago
![]()
A sexta-feira (20) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Ontem, o mercado recuou mesmo após o Outlook Forum do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicar redução na área plantada com milho nos Estados Unidos para a safra 2026/27.
Segundo o analista do Itaú BBA, Francisco Queiroz, os números dentro do que já era esperado limitaram as movimentações das cotações, porém, o cenário tem potencial altista olhando para frente.
“No médio prazo isso é potencialmente altista. Com essa redução de 2 milhões de hectares na área de milho, são pelo menos 30 milhões de toneladas a menos para 26/27 ante ao que foi 25/26. Essas 30 milhões podem fazer falta no balanço de oferta e demanda mundial, que já está apertado”, aponta.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,27 com alta de 1,75 ponto, o maio/26 valeu US$ 4,39 com elevação de 3,50 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,48 com valorização de 3,75 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,49 com ganho de 3,25 pontos.
Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última quinta-feira (19), de 0,41% para o março/26, de 0,80% para o maio/26, de 0,84% para o julho/26 e de 0,73% para o setembro/26.
Já no acumulado semanal os contratos do cereal norte-americano registraram quedas de 0,98% para o março/26, de 0,51% para o maio/26, de 0,39% para o julho/26 e de 0,17% para o setembro/26, na comparação com o fechamento da última sexta-feira (13).
![]()
Mercado Interno
Já na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho finalizaram as atividades desta sexta-feira com movimentações em campo misto e com pouca amplitude de flutuações.
Queiroz explica que as cotações brasileiras seguem operando lateralmente com fatores negativos como altos estoques de milho e queda do dólar, e outros positivos como o atraso no plantio da segunda safra do Brasil.
Leia mais:
+ Atraso no plantio da segunda safra dá suporte para preços do milho no Brasil e evita novas baixas
Na visão do analista, daqui para frente o mercado vai acompanhar de perto o avanço do plantio do milho e as condições climáticas para o início do desenvolvimento da safrinha, o que irá definir o rumo dos preços.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
O vencimento março/26 foi cotado a R$ 72,00 com alta de 1%, o maio/26 valeu R$ 71,43 com valorização de 1,35%, o julho/26 foi negociado por R$ 68,65 com estabilidade e o setembro/26 teve valor de R$ 68,15 com queda de 0,01%.
No acumulado semanal os contratos do cereal brasileiro registraram ganhos de 1,25% para o março/26 e de 1,16% para o maio, além de perdas de 0,06% para o julho/26 e de 0,10% para o setembro/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (13).
![]()
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve poucas alterações neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações somente nas praças de Sorriso/MT, Campinas/SP e Porto de Santos/SP.
0 comentário
Milho opera em direções opostas nesta 6ª feira: Chicago sobe, enquanto B3 volta a recuar
Milho registra mais um pregão de baixas em Chicago nesta 5ª feira; B3 com leve alta
Milho cai 2% em Chicago nesta 4ª feira, liderando baixas das commodities agrícolas
Incrementa MS, programa para elevar o patamar produtivo no Estado do Mato Grosso do Sul, entra em fase de expansão
Milho dispara nesta 2ª feira e fecha o dia com quase 5% de alta na Bolsa de Chicago
Milho lidera altas em Chicago nesta 2ª feira de disparada dos grãos