Algodão começa o dia sob pressão em NY e câmbio derruba preços no Brasil
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O mercado futuro do algodão iniciou esta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, em queda na Intercontinental Exchange (ICE), em Nova York.
Por volta da manhã de hoje, o contrato março/26 era cotado a 63,56 cents por libra-peso, sem variação no momento da consulta, mas acumulando queda de aproximadamente 1,22% em relação à abertura do dia anterior.
Já o contrato maio/26 abriu a 66,27 cents/lb, com alta de 71 pontos, enquanto o julho/26 iniciou o dia a 67,86 cents/lb, avançando 67 pontos.
O movimento na Bolsa de Nova York ocorre em meio a um cenário misto entre o mercado internacional e o ambiente doméstico brasileiro.
Câmbio pressiona preços no Brasil
No mercado interno, os preços do algodão em pluma registram queda, pressionados pela desvalorização do dólar frente ao real. De acordo com levantamento divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o recuo da moeda norte-americana reduz a paridade de exportação, tornando as vendas externas menos atrativas aos produtores brasileiros. Com o dólar mais fraco, a competitividade da pluma nacional no mercado externo diminui.
Exterior em alta, mas sem sustentação interna
Apesar da pressão cambial no Brasil, as cotações internacionais do algodão encontram suporte no avanço do petróleo no mercado global, fator que influencia o complexo das fibras e commodities.
Ainda assim, segundo o Cepea, essa valorização externa não tem sido suficiente para sustentar os preços no mercado doméstico, que seguem em trajetória de baixa diante do cenário cambial.
No campo, o setor vive momentos distintos entre os hemisférios. No Brasil, os agentes concentram esforços na finalização da semeadura da safra 2025/26. Já no Hemisfério Norte, produtores iniciam o planejamento da temporada 2026/27. As projeções iniciais indicam que a próxima safra internacional pode ser menor do que a atual, elemento que pode influenciar a formação de preços nos próximos meses.
O mercado segue atento à combinação entre câmbio, petróleo e perspectivas de oferta global para definir o rumo das cotações nas próximas sessões.
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